Localizada no centro geográfico do Rio Grande do Sul, a cidade de Santa Maria é conhecida como o “Coração do Rio Grande”. Conforme a estimativa populacional do IBGE para 2025, o município conta com cerca de 282.395 habitantes, unindo a vibração de um polo universitário à tradição acolhedora do interior.
Por que a cidade é famosa pelo calor e geografia única?
A cidade destaca-se pelas altas temperaturas, carregando a fama local (e o exagero carinhoso dos moradores) de ser um dos lugares mais quentes do mapa no verão. Essa sensação térmica intensa é amplificada pelos morros que cercam a área urbana, criando uma barreira natural que “segura” o calor.
Essa topografia não apenas define o clima, mas embeleza o horizonte. Os morros de Santa Maria funcionam como uma moldura verde, oferecendo trilhas e vistas panorâmicas que compensam os dias de termômetro nas alturas.
Veja abaixo um vídeo do canal Diogo Elzinga mostrando mais de Santa Maria:
Um polo de educação e a “Divisão Encouraçada”
Grande parte da identidade local vem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a primeira universidade federal criada fora de uma capital no país. A cada semestre, milhares de estudantes renovam a população, garantindo uma economia dinâmica e serviços sempre aquecidos.
Além da vida acadêmica, o município abriga o segundo maior contingente militar do Brasil. É o lar da 3ª Divisão de Exército, a poderosa “Divisão Encouraçada”, especializada em operações com blindados, sendo um motor vital para o desenvolvimento regional.

Sabia que Santa Maria é o berço mundial dos dinossauros?
A região possui reconhecimento do Guinness Book por abrigar alguns dos fósseis de dinossauros mais antigos do planeta, com mais de 233 milhões de anos. Foi lá que, em 1902, encontraram o primeiro fóssil da América do Sul, um Rincossauro, transformando a cidade em um santuário paleontológico.
Confira abaixo os marcos que contam a história da cidade:
- Vila Belga: Inaugurada em 1903 para funcionários da ferrovia, é um conjunto habitacional histórico tombado e cheio de charme europeu.
- Planetário da UFSM: Inaugurado em 1971, foi o pioneiro em cidades do interior do Brasil, sendo referência em educação científica.
- Avenida Rio Branco: Possui o maior conjunto contínuo de arquitetura Art Déco da América Latina, ligando o centro à antiga estação.
- Museus Locais: O Museu Vicente Pallotti e o Memorial Mallet preservam desde relíquias sacras até a robusta história militar.
A cultura do Xis e a vida noturna no Calçadão
Não se pode visitar a cidade sem provar o famoso “Xis”, defendido pelos locais como o maior e melhor lanche do Rio Grande do Sul. A gastronomia de rua é uma instituição aqui, com lanchonetes servindo essa iguaria em quase todas as esquinas.
O ponto de encontro é o Calçadão de Santa Maria, um shopping a céu aberto no centro. É o espaço democrático onde estudantes, militares e famílias se cruzam para compras, conversas e lazer.

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O legado ferroviário e a arquitetura europeia
O crescimento urbano explodiu no século XIX com a ferrovia, que conectou o município ao estado. Essa era de ouro deixou uma herança de arquitetura belga e inglesa, visível na imponente Estação Férrea e nos casarões que dão um ar nostálgico ao centro.
Se você planeja um roteiro pelo sul, inclua este destino para descobrir onde a pré-história dos dinossauros encontra a inovação jovem da universidade.









