Quem convive com felinos sabe que basta virar as costas para ouvir aquele barulho inconfundível de unhas no tecido. Entender o que os gatos sentem ao arranhar o sofá envolve muito mais emoção do que parece, pois cada animal escolhe seu “ponto ideal” por um motivo específico.
O que passa pela cabeça do gato nesse momento?
Quando o gato crava as unhas no estofado, ele experimenta uma mistura de alívio físico, prazer tátil e uma profunda sensação de segurança. Esse gesto não é aleatório, mas uma forma natural de liberar a tensão acumulada, alongar a musculatura das costas e reforçar que aquele território pertence a ele.
Segundo o estudo publicado no National Institutes of Health (NIH), o ato de arranhar está diretamente ligado ao conforto e à estabilidade emocional do animal no ambiente. Ao fazer isso, o felino reforça emoções positivas e se sente mais “em casa”.

Arranhar é bagunça ou comunicação?
Para o felino, esse hábito funciona como um recado visual e olfativo poderoso para quem convive na casa. O gato se sente seguro ao deixar sua marca nos objetos, reforçando sua familiaridade e o controle sobre o espaço onde dorme e se alimenta.
É uma espécie de “organização emocional” que ajuda o animal a se orientar. Conforme explicado em artigo técnico da Purina Canada, essa marcação mistura o cheiro que sai das glândulas das patas com a textura visual do arranhão, criando pontos de referência que trazem tranquilidade.

Leia também: O horário certo para alimentar seu cachorro que veterinários garantem ser o mais saudável
O estresse aumenta a vontade de destruir?
A intensidade e a frequência das arranhadas podem aumentar bastante em períodos de mudança ou agitação na casa. Fatores como a troca de móveis de lugar, a chegada de um novo pet ou barulhos repetidos de obras podem fazer o gato buscar o sofá com mais força.
Nesses casos, o comportamento serve como uma válvula de escape para aliviar a tensão imediata. O gesto devolve ao gato a sensação de controle sobre a rotina, funcionando como um calmante natural em momentos de incerteza.

Quais opções substituem o sofá com sucesso?
Uma maneira eficaz de equilibrar esse instinto sem perder a mobília é oferecer objetos que produzam sensações parecidas com as do móvel favorito dele. A textura, a firmeza e a altura influenciam diretamente o quanto o gato sente prazer ao usar o arranhador.
Algumas opções funcionam muito bem, principalmente quando posicionadas perto dos locais onde ele já costuma arranhar:
- Arranhadores verticais com sisal: Perfeitos para gatos que gostam de se alongar inteiros para cima;
- Modelos horizontais de papelão: Ideais para aqueles que preferem raspar superfícies baixas ou tapetes;
- Postes estáveis e pesados: O arranhador não pode balançar, ou o gato voltará para o sofá firme;
- Prateleiras e móveis felinos: Ajudam a gastar energia e estimulam o movimento vertical.
Leia também: O comportamento mais curioso dos gatos e o que ele realmente significa
Direcione o hábito em vez de proibir
Quando o tutor compreende a necessidade emocional por trás do arranhão, fica mais simples direcionar o comportamento sem brigas. A chave é oferecer alternativas mais interessantes do que o sofá, garantindo que o gato continue se sentindo seguro e dono do território, mas preservando a harmonia e a decoração da casa.









