O desconforto com o calor costuma ser tratado como exagero ou “frescura”, mas odiar o verão envolve uma combinação de fatores físicos, emocionais e sociais. Em 2025, com ondas de calor mais frequentes e temperaturas recordes no Brasil, esse incômodo se tornou ainda mais comum. Do ponto de vista da psicologia, não se trata apenas de preferir o inverno: a forma como cada pessoa reage ao calor pode revelar traços de personalidade, maneiras de lidar com o ambiente e até experiências de vida, mostrando que odiar o verão é mais complexo do que parece.
O que significa odiar o verão na perspectiva da psicologia?
Para algumas pessoas, a chegada do verão é associada a lazer, praia e vida social intensa. Para outras, o mesmo período é marcado por cansaço, irritação, dificuldade para dormir e uma sensação de “não se encaixar” nas expectativas de aproveitar o sol a qualquer custo, reforçando a ideia de odiar o verão.
Esse incômodo muitas vezes está ligado à forma como a pessoa percebe o próprio corpo, administra o estresse e lida com cobranças externas. Assim, não se trata apenas de gostar de temperaturas mais baixas, mas de como a estação ativa vulnerabilidades emocionais e psicológicas, especialmente em quem sente que precisa corresponder ao ideal de “amar o verão”.
Veja a seguir, o que o perfil “doutora.melancolica” comenta em seu perfil do TikTok sobre a preferência climática de cada tipo de temperamento:
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Quais fatores psicológicos explicam a aversão ao calor intenso?
Na psicologia, observa-se que quem não gosta do calor tende a ter maior sensibilidade a estímulos externos. Essa sensibilidade pode ser física, como suar excessivamente e sentir fadiga mais rápido, ou emocional, como ficar mais tenso em ambientes cheios, barulhentos e quentes, o que intensifica a experiência de odiar o verão.
Pesquisas em psicologia ambiental indicam que o calor intenso pode aumentar a irritabilidade e reduzir a capacidade de concentração. Em indivíduos já propensos à ansiedade ou estresse, esse cenário agrava a sensação de sobrecarga e leva à busca por ambientes previsíveis, silenciosos e com temperatura mais estável, que lembram mais o outono ou o inverno.

Quais traços de personalidade são comuns em quem detesta o verão?
A palavra-chave “odiar o verão” costuma aparecer em relatos de pessoas mais reservadas, organizadas e com rotina estruturada. Entre esses indivíduos, alguns traços de personalidade surgem com maior frequência e ajudam a entender por que o calor gera tanto incômodo no dia a dia.
Esses traços aparecem tanto no modo de lidar com o corpo quanto na organização da rotina e nas relações sociais, influenciando preferências por ambientes mais frios e controlados. De forma geral, destacam-se:
- Alta sensibilidade: facilidade para se incomodar com barulhos, luz intensa, cheiros fortes e temperaturas elevadas.
- Necessidade de controle: preferência por ambientes climatizados, horários mais tranquilos e menor exposição a imprevistos.
- Introversão ou perfil introspectivo: escolha por programas mais calmos, longe de grandes aglomerações típicas de férias e festas de verão.
- Raciocínio analítico: tendência a planejar e prever situações, em contraste com a informalidade e a espontaneidade associadas ao verão.
Em alguns casos, o incômodo com o verão também dialoga com traços de perfeccionismo. O suor, o cabelo que não fica como o esperado, as roupas amassadas e o rosto vermelho podem ser percebidos como perda de controle da própria imagem, gerando tensão em contextos profissionais e sociais.
Como a imagem corporal influencia quem odeia o verão?
Outro ponto relevante é a relação entre imagem corporal e alta temperatura, especialmente para quem afirma odiar o verão. A estação costuma trazer uma pressão maior para exibir o corpo em praias, clubes e piscinas, o que pode intensificar sentimentos de vergonha, insegurança ou comparação constante com padrões estéticos idealizados.

Nesses casos, a frase “não gosto do calor” às vezes encobre um desconforto mais profundo com a aparência e com o olhar do outro. O verão reforça a exposição do corpo e, para quem já possui dificuldades com autoimagem, esse período se torna emocionalmente desgastante, afetando autoestima e vida social.









