Em conversas do dia a dia, muitas expressões do português causam estranhamento: algumas soam “erradas” para quem aprendeu a língua de modo intuitivo, outras parecem contrariar o que se ensinava na escola. No entanto, parte dessas formas está de acordo com as gramáticas e dicionários atuais e faz parte da palavras do português que parecem erradas, ainda que gerem dúvida entre falantes de diferentes regiões do Brasil.
O que são palavras do português que parecem erradas, mas estão certas?
Quando se fala em palavras do português que parecem erradas, trata-se de termos ou construções que fogem do que muitos consideram “português correto”, seja por parecerem muito populares, antigas ou informais. Apesar disso, estão registradas em bons dicionários, reconhecidas por gramáticas e usadas em textos jornalísticos, literários e oficiais.
Essas formas mostram que a língua muda com o tempo, recebe influências regionais e admite mais de uma possibilidade aceitável para a mesma ideia. Assim, palavras que parecem inadequadas podem, na verdade, estar plenamente adequadas à norma padrão, compondo um grupo de palavras do português que parecem erradas mas são corretas do ponto de vista gramatical.
Veja a seguir, o que o perfil ” canalfutura” trás em seu perfil do TikTok alguns exemplos de palavras que parecem erradas, mas que estão certas:
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Quais são 10 exemplos de palavras do português que parecem erradas?
A seguir, estão dez palavras e expressões que costumam causar dúvidas e pertencem ao universo de palavras do português que parecem erradas. Em todos os casos, a forma apresentada é aceita por gramáticas ou dicionários do português contemporâneo, embora muitas vezes seja alvo de críticas ou correções indevidas.
Esses exemplos ilustram como a norma culta registra variações de som, mudanças de acento, duplas formas válidas e construções verbais menos familiares. Conhecê-los ajuda a escrever com mais segurança e a evitar correções equivocadas em contextos profissionais e acadêmicos.
📝 Expressões do Português: Polêmicas, mas Corretas
Palavras e construções que causam estranhamento, mas têm respaldo na norma padrão.
| Expressão | Por que causa dúvida | Uso correto e explicação |
|---|---|---|
| “A nível de” | Frequentemente usada de forma vaga, como sinônimo de “sobre”. |
É adequada quando indica altura, escala ou nível técnico
(ex.: geografia, engenharia). O problema está no uso genérico.
Uso técnico
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| “Mediano” | Muitos acreditam que só “médio” seria correto. |
Palavra dicionarizada, com sentido de intermediário,
muito comum em estatística, esportes e análises.
Vocabulário formal
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| “Reaver” (ex.: “ele reouve”) | A conjugação soa estranha ao ouvido. |
Segue o paradigma do verbo “haver” e está registrada em gramáticas,
embora seja pouco usada fora de contextos formais.
Verbo irregular
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| “Agenda” (compromissos) | Associada apenas ao objeto físico (caderno). |
Também significa lista de compromissos ou programação,
uso consolidado na imprensa e em documentos oficiais.
Uso institucional
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| “Perca” (substantivo) | Confundida com erro no lugar de “perda”. |
Substantivo legítimo, comum em textos jurídicos e administrativos,
com sentido de prejuízo ou dano.
Linguagem jurídica
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| “Entrevistar-se com” | Parece redundante ou desnecessário. |
Forma pronominal registrada em gramáticas,
indicando encontro ou conversa oficial.
Tradição linguística
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| “Lusófono” | Soa estrangeiro ou excessivamente técnico. |
Designa falantes da língua portuguesa ou países onde ela é oficial,
amplamente usado em estudos linguísticos.
Linguística
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| “Mídia” | Há quem questione o acento gráfico. |
Proparoxítona regular, registrada em dicionários,
com vários sentidos ligados à comunicação.
Ortografia
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| “Imbuir-se de” | Considerada estranha por ser pronominal. |
Construção correta, com sentido de assumir valores,
ideias ou responsabilidades.
Uso acadêmico
|
| “Repercutir em” | Alguns usam apenas sem complemento. |
A regência com preposição é aceita e aparece em obras de referência,
variando conforme o sentido.
Regência verbal
|
Como identificar palavras que parecem erradas, mas estão corretas?
Para saber se certas palavras do português que parecem erradas estão realmente corretas, a consulta a fontes confiáveis é o caminho mais seguro. Obras de referência ajudam a separar erro de variação aceitável e a evitar correções baseadas apenas em hábito, preconceito linguístico ou tradição escolar.
Ao investigar essas formas, vale observar como elas aparecem em dicionários, gramáticas e textos de circulação ampla. Alguns critérios práticos de verificação podem orientar quem deseja confirmar se um termo está adequado à norma padrão:
- Verificação em dicionários atualizados: indicam significados, classes gramaticais, registros de uso e observações de norma.
- Consulta a gramáticas e manuais de estilo: detalham regências, flexões verbais e construções formais recomendadas.
- Observação do uso em jornais e instituições: textos de órgãos públicos e grandes veículos seguem critérios editoriais rígidos.
- Acompanhamento de mudanças linguísticas: novas edições e atualizações ortográficas revelam termos que passaram a ser aceitos.

Por que é importante conhecer essas palavras que parecem erradas?
O conhecimento de palavras do português que parecem erradas contribui para uma relação mais segura com a língua, reduzindo a insegurança na escrita e na fala. Essa familiaridade evita correções inadequadas, melhora a leitura de textos oficiais e ajuda na interpretação de documentos acadêmicos e jornalísticos.

- Garante mais precisão em relatórios, contratos, reportagens e conteúdos digitais.
- Mostra como a norma padrão acompanha mudanças sociais e comunicativas.
- Fortalece a autonomia linguística, permitindo questionar mitos e “regras” não respaldadas por gramáticas.
- Favorece uma atitude mais crítica e respeitosa diante da diversidade de usos do português.





