A onicofagia, conhecida popularmente como hábito de roer as unha, é um comportamento comum que costuma surgir em momentos de tensão, impaciência ou distração, podendo afetar crianças, adolescentes e adultos. Em muitos casos, esse ato deixa de ser apenas um costume e passa a ser um transtorno que interfere na rotina, nas relações sociais e na saúde, exigindo atenção conjunta ao corpo e às emoções.
O que é onicofagia e por que o hábito de roer unhas merece atenção?
A palavra-chave principal, onicofagia, define a conduta frequente de roer unhas e cutículas, causando danos físicos e desconforto emocional. Não se trata apenas de um “costume feio”, mas de um comportamento que pode estar associado a ansiedade, estresse intenso, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).
Como parar de roer unha envolve reconhecer que a persistência desse hábito ao longo dos anos é um sinal de que há algo além de uma simples mania. Quando o ato de morder as unhas ocorre quase sem que a pessoa perceba, durante atividades comuns como estudar, trabalhar no computador ou assistir televisão, é um indicativo de que o comportamento está se tornando automático.
Veja a seguir, o que o perfil “vannporath” comenta em seu perfil do TikTok sobre o que esse hábito significa emocionalmente:
@vannporath Esta é uma questão comum para muitas pessoas, vamos falar um pouco mais sobre o que pode estar por trás deste hábito emocionalmente! #roerunhas #corpofalaporvoce #seucorposeumelhorterapeuta #f #terapeutas #terapiaintegrativa #doresemocionais ♬ som original – VP Brasil
Quais são as consequências físicas e emocionais de roer unhas?
Além do impacto na aparência das mãos, a onicofagia pode prejudicar a estrutura das unhas, a pele ao redor e até os dentes. Unhas roídas continuamente podem crescer deformadas, e a pele machucada tende a formar pequenas feridas, abrindo portas para microrganismos e aumentando o risco de infecções locais e, em casos mais graves, infecções disseminadas.
Do ponto de vista emocional e social, o hábito persistente de roer unhas costuma gerar vergonha, tentativa de esconder as mãos e incômodo em gesticular em público. Isso pode alimentar um ciclo em que a pessoa sente ansiedade, rói as unhas para aliviar a tensão e depois sofre com o aspecto das mãos, o que intensifica o estresse e dificulta ainda mais como parar de roer unha.

Como parar de roer unha no dia a dia com estratégias práticas?
O tratamento da onicofagia é mais eficaz quando considera corpo e mente ao mesmo tempo, unindo mudanças de comportamento e, quando necessário, acompanhamento profissional. Em quadros leves, ajustes simples na rotina podem reduzir a frequência com que a pessoa leva os dedos à boca e favorecer o autocontrole.
Para ajudar na prática e tornar mais concreto como parar de roer unha, algumas estratégias são frequentemente recomendadas por especialistas e podem ser adaptadas à realidade de cada pessoa:
- Identificação de gatilhos: observar em quais momentos o impulso aparece, como durante o estudo, no trânsito, em reuniões ou ao assistir séries.
- Ocupação das mãos: usar bolinhas antiestresse, canetas para manusear ou trabalhos manuais para manter as mãos ativas.
- Cuidados estéticos com as unhas: manter as unhas aparadas, hidratadas ou esmaltadas como lembrete visual de cuidado.
- Produtos específicos: utilizar esmaltes com sabor amargo para desencorajar o ato de levar os dedos à boca.
Quando buscar ajuda profissional para onicofagia intensa?
Quando a onicofagia é intensa, persistente e causa sofrimento, o ideal é buscar uma abordagem multidisciplinar, envolvendo psicólogo, psiquiatra, dermatologista e odontologista. A psicoterapia auxilia na compreensão das emoções ligadas ao hábito e na construção de formas mais saudáveis de lidar com ansiedade, estresse e inquietação interna.

Nesses casos, entender como parar de roer unha passa também pela avaliação de transtornos associados, como ansiedade generalizada ou TOC. Em algumas situações, o psiquiatra pode indicar medicação para o transtorno de base, o que tende a reduzir a necessidade de recorrer às unhas como forma de alívio e favorecer a manutenção de novos comportamentos.









