Pesquisadores da NASA alertam que a geleira Thwaites, na Antártida Ocidental, está se rachando em ritmo acelerado, impulsionada pelo aquecimento dos oceanos e por mudanças nas correntes marinhas. Essa fratura crescente pode liberar bilhões de toneladas de gelo no mar, elevando o nível do oceano global e reorganizando padrões climáticos em escala planetária nas próximas décadas.
- A geleira Thwaites na Antártida Ocidental está se fragmentando rapidamente, formando grandes rachaduras.
- O aquecimento dos oceanos derrete a base da geleira, acelerando seu fluxo para o mar.
- Satélites da NASA monitoram altura, deslocamento e perda de massa da geleira com alta precisão.
- A perda de gelo pode elevar o nível do mar em dezenas de centímetros, afetando cidades costeiras.
- O derretimento impacta correntes oceânicas, padrões climáticos e segurança alimentar global.
O que está acontecendo com a geleira Thwaites na Antártida Ocidental?
A geleira Thwaites, localizada na Antártida Ocidental, funciona como uma espécie de “tampa” que segura enormes massas de gelo no interior do continente. Estudos recentes mostram que essa geleira está se fragmentando e perdendo estabilidade em ritmo sem precedentes. Imagens de satélite de alta resolução revelam grandes rachaduras que se espalham pela superfície e pela base flutuante da geleira. Esses sinais indicam que blocos gigantescos podem se desprender, acelerando o fluxo de gelo para o oceano e ampliando a contribuição para o aumento do nível do mar.

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Por que a geleira Thwaites está rachando tão rápido?
O aumento das temperaturas do oceano é o principal fator por trás da rápida desestabilização da geleira Thwaites. Correntes de água relativamente quente alcançam a base flutuante, derretendo o gelo por baixo e afinando a estrutura de suporte. Esse derretimento por baixo reduz o atrito entre o gelo e o leito rochoso, fazendo a geleira escoar mais rapidamente em direção ao mar. O enfraquecimento em profundidade torna difícil reverter a tendência, mesmo com fortes reduções futuras nas emissões de gases de efeito estufa.
Como os satélites da NASA monitoram a Antártida Ocidental?
Satélites da NASA, como ICESat, GRACE e Landsat, acompanham continuamente a evolução da geleira Thwaites e de outras geleiras da região. Eles medem altura do gelo, variações gravitacionais e deslocamentos da superfície com alta precisão. Esses dados de monitoramento remoto permitem detectar mudanças sutis de espessura, velocidade de escoamento e perda de massa. A partir disso, cientistas projetam cenários futuros de derretimento e impacto no nível do mar, apoiando decisões de adaptação climática.

Quanto a geleira Thwaites pode contribuir para o aumento do nível do mar?
A geleira Thwaites sozinha contém gelo suficiente para elevar o nível do mar em dezenas de centímetros se perder grande parte de sua massa. Em cenários mais extremos, combinada a outras geleiras da Antártida Ocidental, a elevação pode chegar a vários metros em alguns séculos. Nas próximas décadas, a principal preocupação é a aceleração do aumento já observado. Mesmo poucos centímetros adicionais podem agravar enchentes costeiras, erosão de praias e intrusão salina em aquíferos, afetando cidades litorâneas em todo o mundo.
Quais são os principais impactos globais do derretimento acelerado?
O derretimento da Antártida Ocidental altera a distribuição de massa na superfície da Terra, influenciando levemente campos gravitacionais e a circulação oceânica global. Esses efeitos em cascata ultrapassam a esfera polar e afetam o clima em latitudes tropicais e temperadas.
- Reorganização de correntes oceânicas e da circulação termoalina
- Mudanças em padrões de chuva, tempestades e ondas de calor
- Riscos adicionais para segurança alimentar e disponibilidade de água doce
- Aumento de custos com adaptação costeira e infraestrutura urbana

O que pode ser feito agora para reduzir os riscos ligados à geleira Thwaites?
Reduzir o aquecimento global é a ação mais direta para diminuir a pressão sobre a geleira Thwaites e outras massas de gelo polares. Isso envolve cortar emissões de CO₂ e metano, investir em energias renováveis e ampliar políticas de eficiência energética. Ao mesmo tempo, cidades costeiras precisam integrar projeções de elevação do nível do mar em seus planos urbanos. Mapear áreas vulneráveis, recuperar manguezais e dunas e revisar códigos de construção são passos centrais para enfrentar os impactos do possível colapso parcial dessa geleira.









