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Início Turismo

2º maior PIB do Mato Grosso e top 5 para morar no estado: a cidade que esconde ruínas milenares

Vitor Bruno Por Vitor Bruno
02 abril 2026 09:15
Em Turismo
2º maior PIB do Mato Grosso e top 5 para morar no estado: a cidade que esconde ruínas milenares

2º maior PIB do Mato Grosso e top 5 para morar no estado: a cidade que esconde ruínas milenares (imagem ilustrativa)

Com o 2º maior PIB de Mato Grosso, entre as cinco melhores do estado para se viver e formações rochosas de até 100 metros de altura, Rondonópolis é muito mais que agronegócio. A cidade esconde cachoeiras, sítios arqueológicos milenares e um crescimento que atrai moradores e investidores de todo o Brasil.

Vale a pena morar na Capital do Agronegócio

Segundo a Prefeitura de Rondonópolis, a cidade é apontada como uma das cinco melhores de Mato Grosso para se viver e fazer carreira. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registra 244.911 habitantes no Censo de 2022, o que faz dela a terceira maior cidade do estado.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal é de 0,755, considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), colocando Rondonópolis na 4ª posição entre os municípios mato-grossenses. A expectativa de vida alcança 74,4 anos e a taxa de escolarização entre 6 e 14 anos chega a 98,4%.

A economia local sustenta esses números. O PIB municipal atingiu R$ 17,2 bilhões em 2021, consolidando a cidade como a 2ª maior economia do estado e a 7ª do Centro-Oeste. Em levantamento da consultoria Urban Systems, divulgado pela Revista Exame, Rondonópolis aparece entre as 100 principais cidades brasileiras para investimentos. Empresas como Bunge e ADM mantêm operações no município, e a presença da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), emancipada da UFMT, amplia o acesso ao ensino superior e atrai jovens de outras regiões.

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Rondonópolis encanta por suas paisagens e clima acolhedor // Créditos: YouTube.com/@gilmardasilvaleal

O que fazer em Rondonópolis além do agronegócio

A cidade surpreende quem espera apenas paisagem de lavoura. O cerrado mato-grossense guarda formações rochosas milenares, cachoeiras e parques urbanos bem estruturados. Os principais atrativos para quem visita ou mora na cidade:

  • Cidade de Pedra: complexo rochoso com cerca de 1.000 hectares e formações de até 100 metros, dentro do Parque Ecológico João Basso. Pesquisadores do Museu de Arqueologia da USP e do Museu de História Natural de Paris estudam o sítio há mais de 30 anos.
  • Complexo Turístico do Carimã: circuito de cachoeiras acessado por trilha de pouco mais de 1 km, a cerca de 60 km do centro pela BR-163.
  • Horto Florestal: o Bosque Municipal Isabel Dias Goulart oferece trilhas, pista de caminhada e contato com a fauna do cerrado dentro da área urbana.
  • Museu Municipal Rosa Bororo: instalado em uma das construções mais antigas da cidade, preserva acervo sobre a história regional e o Marechal Rondon.
  • Casario: centro cultural às margens do Rio Vermelho, com casas da década de 1930, feiras e programação musical.

Quem deseja desbravar o Mato Grosso, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Família com Aventuras – Talita, Pascoal e Liz, que conta com mais de 18 mil visualizações, onde Talita e Pascoal mostram o que fazer e os melhores pontos turísticos de Rondonópolis:

Por que o nome homenageia o Marechal Rondon

Entre 1907 e 1909, o então tenente Cândido Rondon comandou a construção de linhas telegráficas pela região, ligando Mato Grosso ao restante do país. Em 1915, o governo estadual criou uma reserva de 2.000 hectares às margens do Rio Vermelho, marco oficial da fundação do povoado. Três anos depois, o nome foi alterado para Rondonópolis em homenagem ao militar explorador.

A emancipação política veio em 10 de dezembro de 1953. Antes disso, entre as décadas de 1930 e 1947, a localidade quase desapareceu: enchentes, epidemias e a corrida por diamantes em Poxoréu esvaziaram o distrito. A retomada aconteceu com colônias agrícolas incentivadas pelo governo, e na década de 1990 a cidade se projetou como referência nacional no agronegócio. A Prefeitura registra essa trajetória em seu portal oficial.

Você vai se surpreender com o que esse destino no Mato Grosso tem a oferecer
No coração do Mato Grosso, Rondonópolis surpreende com beleza e bem-estar // Créditos: Wikimedia Commons

Leia também: 64 m² de área verde por habitante e a capital nº 1 em qualidade de vida no Brasil: a cidade que inventou o BRT e ensinou o mundo a andar de ônibus

Quando visitar a cidade que renasceu no cerrado

O clima tropical de savana divide o ano em duas estações bem marcadas. O calor é constante, com máximas que ultrapassam 35 °C nos meses mais quentes. A seca favorece trilhas e o acesso à Cidade de Pedra por estradas de terra. No período chuvoso, as cachoeiras do Carimã ficam volumosas, mas é preciso redobrar a atenção com trombas d’água. A Expofair Rondonópolis, principal evento do calendário, acontece em agosto, no auge da estação seca. Veja o resumo por estação:

🌧️
Chuvosa
Out-Mar
22°C a 35°C
O calor é intenso e as chuvas são frequentes no cerrado. É a época ideal para ver as cachoeiras cheias e aproveitar os parques urbanos, mas atenção redobrada com trombas d’água.
💧 Chuva Alta
☀️
Seca
Abr-Set
18°C a 33°C
O tempo firme favorece o ecoturismo e o acesso por estradas de terra. Aproveite para fazer trilhas na Cidade de Pedra e Carimã, e curta a Expofair Rondonópolis em agosto.
⭐ Melhor Época / Trilhas

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar a Rondonópolis

A cidade fica no cruzamento das rodovias BR-163 e BR-364, a 215 km de Cuiabá. O Aeroporto Maestro Marinho Franco (ROO) recebe voos regionais. De Goiânia, são cerca de 840 km pela BR-364, e de Campo Grande, aproximadamente 460 km pela BR-163.

Conheça a cidade que transformou o cerrado em potência

Rondonópolis carrega a força de quem renasceu do abandono e se tornou uma das economias mais sólidas do interior brasileiro. Entre sítios arqueológicos milenares, cachoeiras escondidas e um entroncamento rodoviário que alimenta o país, a cidade oferece muito mais do que se vê à primeira vista.

Você precisa conhecer Rondonópolis e sentir de perto como uma cidade de cerrado transformou desafio em oportunidade sem perder o verde e a hospitalidade do interior mato-grossense.

Tags: cidadesEcoturismoMato GrossoRondonópolis

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