O som das ondas se mistura ao silêncio dos mirantes e o mar transparente revela tartarugas, peixes coloridos e cavalos-marinhos a poucos metros da areia. Bombinhas, no litoral de Santa Catarina, é a menor cidade do estado em área, com apenas 35 km², mas concentra 39 praias, é a Capital do Mergulho Ecológico do Brasil e tem 5 praias com o selo internacional Bandeira Azul. Fica a 70 km de Florianópolis.
Por que Bombinhas virou a capital do mergulho ecológico?
A resposta está na geografia. A península avança sobre o Oceano Atlântico e cria enseadas protegidas do vento, costões rochosos e fundos de areia branca de quartzo que garantem águas com alta visibilidade durante boa parte do ano. A cidade é vizinha da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, criada em 1990, única reserva marinha do sul do Brasil.
O encontro das correntes frias das Malvinas com as águas mais quentes do litoral brasileiro cria um ambiente único para a vida marinha. Tartarugas, raias, cardumes coloridos e cavalos-marinhos são avistados com facilidade nos costões, e dezenas de escolas credenciadas oferecem mergulho para iniciantes e experientes, conforme registra a Secretaria de Turismo de Bombinhas.

Vale a pena viver na menor cidade catarinense?
Bombinhas tem qualidade de vida classificada como alta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e está em um dos estados mais seguros do Brasil. Santa Catarina foi apontada como a unidade federativa mais segura do país pelo Anuário Cidades Mais Seguras 2025. A escala compacta do município faz com que tudo fique perto, e a infraestrutura urbana respeita os limites da natureza.
A cidade cobra a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) durante a alta temporada para controlar o fluxo de veículos e financiar a conservação do ecossistema. Apesar de receber mais de 2 milhões de turistas por temporada, o município mantém o ritmo de vila de pescadores fora do verão, com escolas, comércio e serviços ativos o ano todo.

Quais reconhecimentos internacionais a península já recebeu?
Para a temporada 2025/2026, Bombinhas conquistou a certificação Bandeira Azul em 5 praias: Mariscal, Quatro Ilhas, Conceição, Prainha do Mariscal e Tainha. O selo é concedido pela fundação dinamarquesa Foundation for Environmental Education (FEE) e exige o cumprimento de cerca de 38 critérios rigorosos de qualidade da água, gestão ambiental e segurança. A informação está confirmada no portal da Prefeitura de Bombinhas.
A cidade divide com São Francisco do Sul a posição de município com o maior número de Bandeiras Azuis do Brasil. Bombinhas também foi incluída pelo 2º ano consecutivo entre os 100 melhores destinos sustentáveis do mundo pela fundação holandesa Green Destinations, com destaque especial para a pesca artesanal da tainha como exemplo de prática sustentável.
Leia também: A Dubai Brasileira com 11 praias e a 4ª melhor qualidade de vida do país
O que fazer na península do mergulho ecológico?
As praias se encaixam em todos os perfis, das baías calmas ideais para snorkeling às enseadas com ondas para o surfe. Confira os destaques imperdíveis:
- Praia da Sepultura: cerca de 95 metros de areia com águas cristalinas e sem ondas, principal destino de snorkeling, com tartarugas e cavalos-marinhos visíveis nos costões.
- Praia de Quatro Ilhas: 1.016 metros de extensão com vista para 4 ilhas no horizonte, certificada com Bandeira Azul. Mais informações no portal de Turismo de Bombinhas.
- Praia de Mariscal: 4 km de restinga preservada com areia de cristais de quartzo e ondas para surfe.
- Praia da Tainha: 200 metros de areia fina cercada de Mata Atlântica, no extremo sul da península, ponto de pesca artesanal e avistamento de golfinhos e baleias.
- Praia da Lagoinha: piscinas naturais nos costões, calma, com grande presença de tartarugas marinhas.
- Morro do Macaco: trilha gratuita de cerca de 2 horas até um mirante a 200 metros de altitude, vista 360° da península e das ilhas vizinhas.
- Reserva Biológica Marinha do Arvoredo: passeio de barco controlado pelo IBAMA, com visibilidade que chega a 15 metros de profundidade no verão.
- Naufrágio do Orion: navio afundado em 1912 na enseada de Mariscal, hoje ponto de mergulho.
A gastronomia mistura tradição açoriana e o melhor dos frutos do mar do litoral catarinense. Os pratos imperdíveis:
- Tainha assada: símbolo da pesca artesanal local, reconhecida internacionalmente pela Green Destinations.
- Ostras de Zimbros: cultivadas localmente, servidas frescas em restaurantes pé na areia.
- Mexilhões: tradição da maricultura da península, presentes nos cardápios típicos.
- Camarão fresco: pesca local servida em diversas preparações nos restaurantes do centro e do Canto Grande.
Quem busca o destino perfeito de praia, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Viajantes de Estação em Estação • S2Station, que conta com mais de 144 mil visualizações, onde Igor e Lilian mostram 20 pontos turísticos imperdíveis em Bombinhas, Santa Catarina:
Qual a melhor época para visitar a península catarinense?
O clima subtropical garante quatro estações bem definidas, e cada uma oferece uma experiência diferente:
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Bombinhas saindo de Florianópolis?
O acesso é feito pela BR-101 e depois pela SC-412, que corta a península até o centro da cidade. São cerca de 70 km de Florianópolis e apenas 35 km de Balneário Camboriú. O aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional de Navegantes, a cerca de 50 km da península, com voos diretos das principais capitais do Brasil. Na entrada do município, o visitante paga a Taxa de Preservação Ambiental durante a alta temporada.
A capital do mergulho ecológico merece a sua visita
Bombinhas reúne o que poucos destinos do litoral brasileiro conseguem oferecer: 39 praias em uma área minúscula, reserva marinha preservada, mergulho de qualidade internacional e trilhas que cabem em um fim de semana. O ritmo é de vila de pescadores, mesmo na alta temporada.
Você precisa colocar a máscara de snorkel na Praia da Sepultura, subir o Morro do Macaco ao pôr do sol e entender por que essa península minúscula virou a capital do mergulho ecológico no sul do Brasil.









