A espada-de-são-jorge ainda é uma das plantas de interior mais populares do Brasil, resistente, vertical e quase impossível de matar. Mas uma espécie vem ganhando espaço nos lares de quem busca algo com mais presença visual: o guaimbê, uma planta nativa das matas do Brasil que virou referência na decoração de interiores ao redor do mundo.
O que é o guaimbê e por que ele está em alta na decoração?
Conhecido cientificamente como Thaumatophyllum bipinnatifidum, o guaimbê é nativo das matas do Brasil, Paraguai e Argentina. Segundo a Wikipedia, a espécie também é conhecida pelos nomes de manacá, bambu-do-brejo e imbê, entre outros nomes regionais. Suas folhas são grandes, profundamente recortadas e de um verde intenso e brilhante, criando um efeito de floresta tropical em qualquer cômodo.
O apelo estético é bem diferente da espada-de-são-jorge: enquanto esta tem linhas rígidas e verticais, o guaimbê traz volume, movimento e um estilo orgânico muito alinhado com a tendência atual de decoração de inspiração selvática.

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Por que o guaimbê está superando a espada-de-são-jorge como planta de interior?
As duas plantas disputam o mesmo nicho: interior, fáceis de cuidar, resistentes e decorativas. A vantagem do guaimbê é a velocidade de crescimento visível. Em condições adequadas, emite folhas novas com frequência, dando a sensação de evolução constante que a espada-de-são-jorge, de crescimento mais lento, dificilmente oferece.
O caule robusto e espesso armazena água, tornando a planta resistente a períodos mais secos sem perder o visual imponente. Para quem decora com plantas, essa combinação de baixa manutenção e crescimento expressivo é difícil de encontrar em outra espécie de interior com o mesmo porte.

Onde colocar o guaimbê e quais são os cuidados essenciais?
A planta prefere ambientes com boa circulação de ar e luminosidade indireta intensa. Em apartamentos, funciona bem como peça única em um canto com boa iluminação natural, onde as folhas têm espaço para se abrir sem obstáculos. Um ponto de atenção importante: como todas as plantas do gênero Philodendron, o guaimbê é tóxico para cães, gatos e crianças pequenas se ingerido.
Os cuidados básicos para manter a planta saudável e com folhas vigorosas são:
- Luz: luz indireta intensa. Tolera meia-sombra, mas cresce mais devagar. Evitar sol direto, que queima as folhas
- Rega: moderada, aguardando o substrato secar levemente entre as regas. Excesso de água apodrece as raízes
- Substrato: mistura leve e bem drenada de terra vegetal com perlita ou casca de pinus, em vaso com furos de drenagem
- Adubação: orgânica a cada três ou quatro meses, especialmente na primavera e no verão
- Transplante: a cada um ou dois anos, quando as raízes começarem a sair pelos furos do vaso
O guaimbê também funciona em jardins e áreas externas?
Além do uso em interiores, o guaimbê é amplamente utilizado em projetos de paisagismo por sua presença marcante e adaptabilidade. Pode ser cultivado em renques, como destaque escultural em jardins, em taludes e em áreas abertas com sol pleno, desde que aclimatado gradualmente.
A versatilidade é um dos seus maiores trunfos: a mesma planta que decora a sala de um apartamento pode se tornar o ponto focal de um jardim tropical externo, crescendo com ainda mais vigor quando tem espaço livre para expandir as raízes. A paisagista Lúcia Borges, do canal Vida no Jardim, com mais de 855 mil inscritos, apresenta um guia completo sobre cultivo, cuidados e uso paisagístico do guaimbê:
A planta nativa que transformou a decoração de interiores sem abrir mão da facilidade
O guaimbê prova que uma planta de baixa manutenção não precisa ser discreta. Com folhas que podem ultrapassar um metro de comprimento e crescimento visível ao longo das semanas, ele entrega o que a espada-de-são-jorge nunca conseguiu: a sensação de que o jardim está vivo e em movimento em casa.
Para quem quer renovar a decoração com uma espécie brasileira, resistente e de impacto visual imediato, o guaimbê é uma das escolhas mais certeiras que o paisagismo tropical tem a oferecer.









