O achado recente de um grande tesouro de moedas vikings em um campo arado no leste da Noruega vem chamando a atenção de arqueólogos, historiadores e curiosos, porque o Tesouro de Mørstad reúne milhares de moedas e fragmentos de prata que ajudam a entender uma fase de mudança na economia norueguesa durante o século XI.
O que torna o Tesouro de Mørstad tão importante para a história viking?
O Tesouro de Mørstad é considerado o maior tesouro de moedas vikings já identificado na Noruega, com cerca de 3.000 moedas e pedaços de prata usados como dinheiro por peso, o chamado hacksilver. Esse depósito foi enterrado por volta de 1050, em plena transição entre uma economia baseada em prata estrangeira e a criação de um sistema monetário nacional ligado ao poder real norueguês.
Os achados mostram como a prata circulava pela Europa na Era Viking e como o metal funcionava como reserva de valor. A descoberta em solo rural norueguês indica também que comunidades longe da costa participavam de redes comerciais amplas, ligadas à produção de ferro e à troca de metais preciosos.

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Como funcionava o hacksilver na economia de prata viking?
Hacksilver é o termo usado para pedaços de prata que perderam sua forma original, como braceletes, colares, barras ou moedas cortadas. Esses fragmentos eram avaliados principalmente pelo peso, e não pela beleza ou função do objeto, servindo como uma espécie de “dinheiro a peso” em mercados locais e regionais.
No Tesouro de Mørstad aparecem muitos fragmentos de joias e pedaços de correntes, sinal de que o metal era cortado para ajustar pagamentos. Esse sistema convivia com o escambo tradicional, mas já apontava para uma economia mais impessoal, em que o valor do metal importava mais que a história do objeto.
Quais tipos de moedas aparecem no tesouro de moedas vikings de Mørstad?
As moedas foram levadas ao Museu de História Cultural em Oslo, onde especialistas analisam origem, data e governantes representados. A boa preservação permite identificar detalhes de cunhagem e entender melhor as conexões entre a Noruega e outros centros de poder da Europa medieval.
Entre as moedas do tesouro de moedas vikings de Mørstad estão peças cunhadas sob governantes europeus de grande influência. A variedade revela uma circulação de prata verdadeiramente pan europeia, com destaque para reinos cristãos e cidades ligadas ao Sacro Império Romano Germânico.
- Denários anglo saxões de reis como Etelredo II e Cnut o Grande, amplamente aceitos no Norte da Europa
- Dinheiros carolíngios e pós carolíngios, ligados a Carlos o Calvo e seus sucessores
- Moedas germânicas de cidades sob influência do Sacro Império Romano Germânico, como as de Henrique II
- Moedas escandinavas da Dinamarca e Suécia, associadas a Cnut o Grande e Olof Skötkonung

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Por que o tesouro de moedas vikings de Mørstad foi enterrado e nunca recuperado?
Enterrar riquezas era um costume comum na Era Viking em tempos de instabilidade política, ameaças de saque ou simples medo de perdas. No caso do tesouro de moedas vikings de Mørstad, os especialistas acreditam que as peças tenham sido guardadas em um recipiente de couro ou madeira que se desfez ao longo dos séculos.
As atividades agrícolas modernas espalharam as moedas pela camada superficial do solo, o que explica a grande área do achado. As pesquisas em andamento sugerem um possível vínculo com a produção de ferro de pântano, que dava grande riqueza a alguns produtores locais e poderia justificar o acúmulo de tanta prata em plena zona rural.









