Em meio ao deserto de Karakum, no Turcomenistão, a cerca de 250 km da capital Ashgabat, um grande buraco em chamas há décadas chamado de Portão do Inferno despertou o interesse mundial, tornando se ao mesmo tempo símbolo de risco ambiental, tema de estudo sobre metano e aquecimento global e um importante ponto de turismo de aventura na região da cratera de gás de Darvaza.
O que é o Portão do Inferno e como ele se formou?
O Portão do Inferno é uma grande cratera de gás em chamas localizada próxima à vila de Derweze, no centro do Turcomenistão. Com cerca de 70 metros de diâmetro e 30 metros de profundidade, parece um enorme caldeirão de fogo no meio do deserto, visível tanto de dia quanto de noite.
A visão das chamas eternas contra a escuridão do deserto é um espetáculo hipnotizante, mas a história de como esse “incêndio sem fim” começou é ainda mais curiosa. No vídeo do canal @natgeobrasil, você pode conferir imagens incríveis dessa cratera e descobrir se a origem desse fenômeno foi um erro de cálculo ou um evento natural inesperado.
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Por que o Portão do Inferno atrai tantos turistas e cientistas?
Com o tempo, a cratera de Darvaza tornou se uma das principais atrações turísticas do Turcomenistão. Viagens ao deserto de Karakum costumam incluir a observação do fogo ao entardecer, quando o contraste entre o céu escuro e as chamas intensas cria um cenário considerado único.
Além do turismo, o local é acompanhado por pesquisadores interessados em emissões de gás e no comportamento do metano em formações subterrâneas. Para entender melhor essa combinação de ciência e turismo, alguns pontos se destacam:
- Monitoramento com imagens de satélite e sensores infravermelhos
- Estudos sobre impacto na atmosfera e no clima regional
- Importância econômica para agências de turismo de aventura
- Uso da cratera como exemplo em debates sobre energia fóssil
As chamas do Portão estão se apagando com o tempo?
Nos últimos anos, dados de sensoriamento remoto indicam que a intensidade do calor emitido pelo Portão do Inferno diminuiu mais de 70 por cento desde meados da década de 2020. Isso sugere que menos gás está chegando à superfície para alimentar a combustão.
Especialistas apontam duas explicações principais. De um lado, intervenções do governo turcomeno para desviar e aproveitar o gás por meio de novas perfurações. De outro, mudanças naturais na pressão e na circulação do metano no subsolo, que podem reduzir gradualmente o fluxo para a cratera.

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Quais são os impactos climáticos e o futuro do Portão do Inferno?
O principal impacto climático está nas emissões de metano, um gás de efeito estufa muito mais potente que o CO₂ no curto prazo. Quando o metano entra em contato com o fogo, transforma se em dióxido de carbono e vapor de água; isso diminui o efeito imediato, mas aumenta a carga de CO₂ que permanece na atmosfera por muito tempo.
Esse cenário cria um desafio para o governo e para a política climática global, pois apagar o fogo sem capturar o gás pode liberar mais metano diretamente no ar. Entre as opções em discussão estão a captação do gás para uso energético, obras de estabilização da área e a transformação da cratera em laboratório a céu aberto para estudos sobre recuperação ambiental, o que mantém o Portão do Inferno no centro do debate sobre emissões de gás natural.









