Uma impressionante descoberta arqueológica revelou detalhes de uma aventura ocorrida há cerca de 14.400 anos no norte da Itália. Pegadas preservadas dentro da Grotta della Bàsura mostram que cinco caçadores-coletores, incluindo pelo menos uma criança, entraram profundamente em uma caverna habitada por ursos, acompanhados por um cão. A análise das marcas deixadas no local permitiu aos pesquisadores reconstruir uma das explorações subterrâneas mais antigas já registradas pela arqueologia.
O que os arqueólogos encontraram dentro da caverna?
Localizada na região da Ligúria, a Grotta della Bàsura preservou pegadas humanas e de um canídeo que permaneceram intactas por milênios. Além disso, os pesquisadores encontraram vestígios de esqueletos de ursos e marcas que ajudam a reconstruir a jornada realizada pelo grupo pré-histórico.
As evidências indicam que os exploradores percorreram aproximadamente 400 metros desde a entrada até uma área conhecida como Salão dos Mistérios, retornando posteriormente pelo mesmo caminho. A expedição teria durado cerca de duas horas.
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Por que eles levaram um cão para a exploração?
Segundo os pesquisadores, o animal provavelmente desempenhava um papel importante na segurança do grupo. A presença de ursos na região representava um risco constante, especialmente para as crianças que participavam da jornada.

Como os exploradores iluminaram uma caverna tão escura?
Restos de carvão encontrados nas paredes e no teto indicavam que algum tipo de iluminação havia sido utilizado. Para descobrir qual tecnologia estava disponível na época, os pesquisadores analisaram fragmentos vegetais encontrados dentro da caverna.
A investigação revelou dezenas de pequenos galhos de pinheiro-silvestre parcialmente queimados.
As principais características dessas tochas incluíam:
- Produção de luz suficiente para orientar todo o grupo.
- Facilidade de transporte em espaços estreitos.
- Combustão relativamente lenta e controlada.
- Possibilidade de serem carregadas entre os dentes quando necessário.

O que os experimentos modernos revelaram?
Para compreender melhor a experiência vivida pelos exploradores pré-históricos, os cientistas repetiram parte do trajeto utilizando galhos semelhantes aos encontrados na caverna. Os testes mostraram que pequenas tochas de pinheiro eram mais eficientes do que pedaços maiores de madeira.
Enquanto galhos grossos produziam luz excessiva e dificultavam a visão em ambientes fechados, os menores geravam iluminação suficiente sem ofuscar os exploradores. Os experimentos também demonstraram que cada tocha queimava por aproximadamente quatro minutos e meio, tempo necessário para percorrer cerca de 100 metros dentro da caverna.
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Como era a organização do grupo durante a exploração?
As pegadas indicam que os cinco indivíduos avançavam em fila indiana, uma estratégia considerada mais segura para ambientes escuros e desconhecidos. Esse comportamento é semelhante ao observado em animais como lobos e ursos quando se deslocam por cavernas. :
Com base nos testes realizados, os pesquisadores acreditam que apenas duas tochas acesas ao mesmo tempo eram suficientes para iluminar todo o grupo. Uma provavelmente era carregada por uma pessoa próxima à frente da fila, enquanto a outra ficava com o integrante que seguia por último. Essa organização simples permitiu que adultos, crianças e o cão atravessassem com segurança um dos ambientes mais desafiadores da pré-história europeia. :









