A descoberta de uma nova espécie de axolote fóssil no México está ajudando cientistas a reconstruir um ecossistema que existiu há cerca de 4,2 milhões de anos. Batizado de Ambystoma quetzalcoatli, o anfíbio viveu durante o Plioceno Superior em um antigo lago localizado na atual região de Santa María Amajac, no estado de Hidalgo. O achado representa o registro mais antigo conhecido do gênero Ambystoma no país e oferece novas pistas sobre a evolução dos axolotes e da biodiversidade mexicana.
O que torna essa nova espécie de axolote tão especial?
Em um estudo publicado na revista Palaeontologia Electronica, os pesquisadores analisaram diversos fósseis encontrados no sítio paleontológico de Sanctorum e concluíram que pertenciam a uma espécie nunca antes descrita. A descoberta amplia o conhecimento sobre a história evolutiva dos anfíbios da América do Norte.
Antes da identificação do Ambystoma quetzalcoatli, os registros fósseis do grupo no México eram muito mais limitados. Agora, os cientistas podem entender melhor como essas salamandras evoluíram ao longo de milhões de anos.

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Quais características diferenciam o Ambystoma quetzalcoatli?
O estudo revelou detalhes anatômicos exclusivos que não aparecem nas espécies modernas mais próximas. Essas diferenças foram fundamentais para confirmar que o fóssil representa uma nova espécie.
Entre os principais traços observados pelos pesquisadores, destacam-se os seguintes elementos:
- Abertura em formato de V na parte frontal dos ossos pré-maxilares.
- Presença de uma abertura no topo do crânio durante diferentes fases do desenvolvimento.
- Formato incomum do osso parasfenoide localizado na base do crânio.
- Características associadas à pedomorfose, quando traços juvenis permanecem na fase adulta.
Como era o ambiente onde vivia essa nova espécie de axolote?
Há cerca de 4,2 milhões de anos, a região de Santa María Amajac era ocupada por um grande lago cercado por montanhas. Esse isolamento natural favoreceu o surgimento de espécies únicas e adaptadas às condições locais.
Os fósseis encontrados mostram que o ecossistema possuía uma biodiversidade impressionante. Além do novo axolote, os pesquisadores identificaram outros organismos que habitavam o antigo lago:
- Peixes extintos da família Goodeidae.
- Sapos e outros anfíbios adaptados ao ambiente aquático.
- Besouros fósseis exclusivos da região.
- Diatomáceas preservadas nos sedimentos antigos.
- Plantas aquáticas semelhantes a lírios e taboas.
- Espécies de carvalhos que não existem mais atualmente.

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O que essa descoberta sobre pode revelar sobre a evolução dos axolotes?
Atualmente, o gênero Ambystoma reúne 38 espécies vivas, sendo que 18 ocorrem no México e 17 são exclusivas do país. Essa diversidade demonstra a importância da região para a evolução do grupo ao longo do tempo geológico.
A identificação do Ambystoma quetzalcoatli confirma que a diversidade dos axolotes já era significativa milhões de anos antes das espécies modernas surgirem. Os cientistas acreditam que novas escavações em Santa María Amajac podem revelar outros fósseis importantes e ajudar a explicar como se formaram alguns dos ecossistemas mais ricos da América do Norte.









