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Início Uncategorized

Observatório da NASA descobre força que alimenta supernovas superenergizadas

Yudi Soares Por Yudi Soares
07 junho 2026 16:00
Em Uncategorized
Explosão cósmica colorida em meio ao espaço, com nuvem brilhante de energia, estrelas ao redor e feixe luminoso atravessando a cena.

Imagem ilustrativa mostra uma explosão estelar intensa, com luz, gás e energia se espalhando pelo cosmos em um cenário astronômico dramático.

Existem explosões de estrelas tão violentas que ofuscam galáxias inteiras. São as supernovas superbrilhantes, e por anos elas guardaram um segredo: ninguém sabia direito de onde vinha tanta energia. Agora, um telescópio da NASA trouxe a pista mais convincente até hoje.

O fenômeno que intriga os cientistas

Quando uma estrela muito maior que o Sol chega ao fim da vida, ela explode numa supernova. Já é um dos eventos mais poderosos que existem. Mas algumas dessas explosões são especiais: brilham mais de dez vezes que uma supernova comum. São as chamadas superbrilhantes.

Imagem astronômica mostra a supernova SN 2017egm destacada em mapa do céu, com ampliação de sua galáxia hospedeira no canto superior esquerdo.
Imagem composta da supernova superluminosa SN 2017egm, combinando observações em luz visível e raios gama. Crédito: NASA/DOE/Fermi LAT Collaboration e Acero et al. 2026; imagem menor: NOT+ALFSOC/Bose et al. 2020.

Os astrônomos já identificaram cerca de 400 delas. O problema é que esse brilho extra não tinha uma explicação fechada. Que tipo de motor seria capaz de turbinar uma explosão a esse ponto? Era essa a pergunta que a ciência perseguia.

O telescópio que enxerga o invisível

A resposta começou a aparecer graças ao telescópio espacial Fermi, da NASA. Ele é especializado em captar raios gama, a forma mais energética de luz que existe, invisível aos nossos olhos. É o equipamento ideal para flagrar os eventos mais extremos do cosmos.

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Por quase 20 anos, os cientistas vasculharam os dados do Fermi atrás de sinais de raios gama vindos de supernovas. Apareceram pistas aqui e ali, mas nada definitivo. Até que uma explosão específica chamou a atenção e mudou o jogo.

A estrela que entregou o segredo

A supernova analisada ganhou o nome técnico de SN 2017egm. Ela aconteceu numa galáxia distante, a cerca de 440 milhões de anos-luz da Terra. Pode parecer absurdamente longe, e é, mas, para esse tipo de evento raro, ela é considerada uma das mais próximas já registradas.

Os pesquisadores examinaram as seis supernovas superbrilhantes mais próximas observadas em 16 anos de missão do Fermi. De todas elas, apenas a SN 2017egm mostrou sinais consistentes de raios gama. Foi a peça que faltava para investigar a fundo.

A principal suspeita: um magnetar

E qual seria o motor por trás de tudo? A hipótese mais forte aponta para um objeto raro e fascinante: o magnetar. Trata-se de um tipo de estrela de nêutrons, ou seja, o caroço ultradenso que sobra quando uma estrela gigante colapsa. Mas com uma característica brutal.

O magnetar tem os campos magnéticos mais intensos já conhecidos no Universo, milhares de vezes mais fortes que os de estrelas de nêutrons comuns. É uma usina de energia em escala cósmica. A suspeita é que um desses objetos tenha nascido no centro da explosão e alimentado o brilho extra.

Como um magnetar superalimenta a explosão

O mecanismo é engenhoso. Logo após nascer, o magnetar gira numa velocidade alucinante, centenas de vezes por segundo. Esse giro libera quantidades enormes de partículas energizadas ao redor dele.

Essas partículas interagem com a radiação e parte dela acaba virando luz visível, o que turbina ainda mais o brilho da supernova. E tem um detalhe revelador no tempo: cerca de três meses após o colapso, conforme os destroços da explosão se expandem e esfriam, os raios gama começam a “vazar” e podem ser detectados. O modelo do magnetar bateu certinho com o que o Fermi observou. Veja por que a teoria convence:

  • O brilho previsto pelo modelo do magnetar coincidiu com o brilho real observado
  • O momento em que os raios gama chegaram aos instrumentos também bateu
  • Nenhuma das outras supernovas próximas mostrou esse sinal, só a SN 2017egm

Ainda assim, os cientistas são cautelosos e reconhecem que outros processos podem estar envolvidos.

Como nasce uma supernova superbrilhante

Toque nas setas e acompanhe a explosão

Etapa 1 de 5
⭐
Uma estrela gigante
Tudo começa com uma estrela muito maior que o Sol, queimando combustível em ritmo acelerado durante milhões de anos.

Por que essa descoberta é importante

Pode parecer um assunto distante da nossa vida, mas entender essas explosões ajuda a montar o quebra-cabeça de como o Universo funciona. Supernovas são as fábricas que espalham pelo espaço os elementos que formam planetas e até a gente. Saber o que as turbina é entender melhor a própria origem da matéria.

O futuro promete ainda mais. Os cientistas avaliam que um novo observatório de raios gama, com instalações no Chile e na Espanha, poderá detectar supernovas parecidas a até 500 milhões de anos-luz de distância. Juntando telescópios no espaço e no chão, a expectativa é desvendar de vez por que algumas estrelas morrem brilhando como nenhuma outra. Por enquanto, o magnetar é o principal suspeito desse espetáculo de luz.

Tags: AstronomiaNASAsupernovas

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