Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste
Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
Oeste Geral
Entrar
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Ciência

A rede de 14 mil quilômetros que leva água do mar tratada até cidades cercadas pelo deserto na Arábia Saudita

Laila Por Laila
09 junho 2026 14:45
Em Ciência
Usina costeira transforma água do mar e envia dutos ao deserto saudita

Usina costeira transforma água do mar e envia dutos ao deserto saudita

O mar pode parecer distante da vida no deserto, mas na Arábia Saudita ele virou uma fonte estratégica de abastecimento. Sem rios permanentes, o país usa dessalinização e uma rede subterrânea gigantesca para levar água tratada do litoral até cidades áridas.

Como o mar vira abastecimento em cidades longe do litoral?

O processo começa com a captação de água em áreas costeiras do Mar Vermelho e do Golfo Arábico. Depois, essa água passa por usinas de dessalinização, com destaque para a osmose reversa, tecnologia que remove sais e deixa o recurso dentro de padrões de potabilidade.

Segundo a Saudi Water Authority, o setor hídrico saudita é estruturado para garantir segurança de abastecimento, eficiência operacional e gestão sustentável. Na prática, a água dessalinizada se tornou uma das bases do fornecimento nacional.

Diagrama mostra captação, osmose reversa e envio de água ao deserto

Leia também: Tomar água com limão todo dia pode não ser tão bom quanto parece

Leia Também

Cientistas usam satélites e IA para encontrar o “berço” de uma espécie em risco no Brasil

Cientistas usam satélites e IA para encontrar o “berço” de uma espécie em risco no Brasil

20/07/2026
Um halo verde envolve as Ilhas Chatham no Pacífico e revela como uma montanha submarina reorganiza a vida na superfície

Um halo verde envolve as Ilhas Chatham no Pacífico e revela como uma montanha submarina reorganiza a vida na superfície

19/07/2026
A 5.122 metros de profundidade no mar, pesquisadores encontram objetos que não deveriam ter chegado até lá

A 5.122 metros de profundidade no mar, pesquisadores encontram objetos que não deveriam ter chegado até lá

19/07/2026
A 3.300 metros no Alasca, a esfera dourada do fundo do mar revela a base perdida de uma anêmona gigante que vivia ali

A 3.300 metros no Alasca, a esfera dourada do fundo do mar revela a base perdida de uma anêmona gigante que vivia ali

19/07/2026

Por que a Arábia Saudita depende tanto da dessalinização?

A capital Riade fica a cerca de 400 quilômetros do litoral mais próximo e abriga mais de 8 milhões de habitantes. Em um território sem rios permanentes e com pressão sobre aquíferos antigos, transformar água salgada em água potável deixou de ser alternativa e virou necessidade.

A estrutura atual envolve cerca de 31 usinas de dessalinização, com capacidade diária aproximada de 9,4 milhões de metros cúbicos. Esse volume mostra como a oceanografia aplicada passou a sustentar cidades inteiras em um dos ambientes mais secos do planeta.

Como a água do mar percorre 14 mil quilômetros de dutos?

Depois de tratada, a água entra em uma rede subterrânea de transmissão com cerca de 14.217 quilômetros. A malha distribui o recurso para cidades, áreas industriais e regiões interiores que não teriam abastecimento suficiente apenas com fontes locais.

Para funcionar em grande escala, o sistema precisa resistir a calor extremo, corrosão e pressão hidráulica. Os principais elementos dessa rede são:

  • Dutos de aço com alta resistência mecânica para grandes vazões.
  • Diâmetro de 2,25 metros em linhas principais de transporte.
  • Revestimento anticorrosivo para reduzir danos ligados a sais residuais.
  • Instalação subterrânea para proteger a tubulação do calor acima de 50 °C.
Corte mostra duto subterrâneo protegido do calor extremo do deserto

Que barreiras a água tratada enfrenta no caminho?

O percurso não atravessa apenas planícies áridas. Em áreas como Taif, a água precisa vencer as Montanhas Sarawat, uma barreira com picos próximos a 3.000 metros de altitude entre a costa e o interior habitado.

Para superar esse relevo, a infraestrutura inclui um túnel de adutora com cerca de 12,5 quilômetros escavado em granito. A operação também depende de 47 estações de bombeamento, responsáveis por empurrar grandes volumes de água por trechos elevados e corredores subterrâneos de longa distância.

Dutos e bombas levam água dessalinizada por montanhas até o interior

O que acontece com a salmoura devolvida ao mar?

A dessalinização não produz apenas água potável. O processo também gera salmoura, um rejeito com alta concentração de sais que precisa ser controlado para não alterar de forma brusca o ambiente costeiro.

Na operação saudita, o descarte da salmoura faz parte da gestão hídrica e exige cuidados específicos:

  • Devolução gradual, para reduzir impactos imediatos na região costeira.
  • Rede própria de dutos, separando rejeito e água já tratada.
  • Monitoramento ambiental, especialmente em zonas sensíveis próximas ao litoral.

Por que essa rede muda a relação entre oceano e deserto?

A experiência saudita mostra que o litoral pode funcionar como infraestrutura vital para regiões onde a água doce natural é escassa. O desafio não está apenas em retirar o sal, mas em controlar energia, corrosão, bombeamento, pressão e efeitos ambientais em escala nacional.

Para a oceanografia, o caso revela uma fronteira cada vez mais importante: transformar o mar em abastecimento sem tratar o oceano como recurso infinito. No deserto saudita, a água que começa no litoral se torna parte essencial da vida urbana a centenas de quilômetros da costa.

Tags: águamaroceanografia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

Antes de descartar seu ventilador antigo, veja a ideia criativa que transforma a grade em uma peça elegante

Antes de descartar seu ventilador antigo, veja a ideia criativa que transforma a grade em uma peça elegante

20/07/2026
Cortes para quem tem pouco cabelo: 7 modelos que criam volume, deixam os fios mais cheios e rejuvenescem o visual

Cortes para quem tem pouco cabelo: 7 modelos que criam volume, deixam os fios mais cheios e rejuvenescem o visual

20/07/2026
A psicologia revela o peso invisível carregado pela criança que cuidava da casa e dos sentimentos de todos

A psicologia revela o peso invisível carregado pela criança que cuidava da casa e dos sentimentos de todos

20/07/2026
Se uma andorinha escolheu sua casa, existe um motivo: a ciência explica o que essa visita revela sobre o ambiente

Se uma andorinha escolheu sua casa, existe um motivo: a ciência explica o que essa visita revela sobre o ambiente

20/07/2026
Pouca gente sabe, mas o papel alumínio no vaso de plantas pode resolver um problema comum dentro de casa

Pouca gente sabe, mas o papel alumínio no vaso de plantas pode resolver um problema comum dentro de casa

20/07/2026

A primeira plataforma de conteúdo cem por cento comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado. Jornalismo de excelência, focado no que é relevante, com clareza e objetividade.

  • INSTITUCIONAL
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Anuncie conosco
    • Fale conosco
    • Política de privacidade e termos de uso
  • EDITORIAS
    • Colunistas
    • Política
    • Economia
    • Brasil
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Agronegócio
  • FAQ
    • Crie uma conta
    • Assine a revista

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35

Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35