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Início Ciência

MIT desenvolve sistema que pode transformar pequenos satélites em exploradores do Sistema Solar

Ellen Raquel Patriota Por Ellen Raquel Patriota
09 junho 2026 13:05
Em Ciência
MIT desenvolve sistema que pode transformar pequenos satélites em exploradores do Sistema Solar

Propulsor híbrido do MIT utiliza combustível único iônico para manobras de satélites.

Engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolveram uma tecnologia que pode ampliar significativamente as capacidades dos pequenos satélites. O novo sistema combina propulsão química e elétrica utilizando um único combustível, permitindo que espaçonaves do tamanho de uma maleta realizem tanto manobras rápidas quanto ajustes extremamente precisos. A inovação promete reduzir custos, aumentar a flexibilidade operacional e abrir caminho para missões mais ambiciosas além da órbita terrestre.

Por que os pequenos satélites enfrentam limitações no espaço?

Os CubeSats e outros microssatélites revolucionaram a exploração espacial ao oferecer soluções mais acessíveis e rápidas para pesquisas científicas. No entanto, suas dimensões reduzidas limitam o espaço disponível para sistemas de propulsão convencionais.

Tradicionalmente, os satélites precisam escolher entre motores químicos, que oferecem grande potência, ou sistemas elétricos, que fornecem alta eficiência. Transportar ambos normalmente exige tanques e componentes adicionais que ocupam espaço precioso.

satélite
dois tipos de motores em uma única espaçonave.

Leia também: O que está desacelerando ventos de 25 mil km/h em planetas alienígenas? Cientistas acreditam ter a resposta

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Como funciona a nova tecnologia desenvolvida pelo MIT?

O grande avanço está na utilização de um único propelente capaz de alimentar dois tipos diferentes de motores. Dessa forma, a espaçonave pode alternar entre manobras rápidas e deslocamentos econômicos sem a necessidade de múltiplos sistemas de combustível.

Entre as principais características da nova solução estão:

  • Uso de um único tanque para dois sistemas de propulsão.
  • Combinação de motores químicos e elétricos.
  • Redução de peso e complexidade estrutural.
  • Maior flexibilidade para diferentes tipos de missão.
satélite
usando um único combustível.

O que torna esse combustível tão especial?

O propelente utilizado recebe o nome de ASCENT e foi originalmente desenvolvido como uma alternativa mais segura aos combustíveis químicos tradicionais. Diferentemente da hidrazina, amplamente utilizada na indústria espacial, o ASCENT apresenta menor toxicidade durante o manuseio.

Além disso, sua composição baseada em líquidos iônicos permite que ele seja utilizado tanto em motores químicos quanto em propulsores elétricos do tipo electrospray. Essa versatilidade é justamente o elemento que tornou possível a criação do sistema híbrido.

Quais vantagens os propulsores elétricos oferecem?

Os motores electrospray utilizam campos elétricos para acelerar partículas carregadas do combustível e gerar empuxo. Embora produzam forças menores do que os motores químicos, eles são extremamente eficientes no consumo de combustível.

Essa tecnologia oferece benefícios importantes para missões espaciais de longa duração:

  • Elevada eficiência energética.
  • Controle extremamente preciso de trajetória.
  • Menor consumo de combustível ao longo da missão.
  • Capacidade de realizar viagens interplanetárias prolongadas.
Sistema híbrido desenvolvido pelo MIT promete ampliar a autonomia de pequenos satélites.

Leia também: Cientistas descobrem micróbios possivelmente vivos dentro da múmia de gelo Ötzi após 5.000 anos

Como essa inovação pode mudar futuras missões espaciais?

Os pesquisadores já trabalham em parceria com a NASA na missão Green Propulsion Dual Mode, prevista para testar o novo conceito em órbita. O satélite experimental utilizará um único reservatório para alimentar simultaneamente motores químicos e elétricos.

Se os testes forem bem-sucedidos, pequenos satélites poderão explorar destinos mais distantes, como Marte e o cinturão de asteroides. Além das missões científicas, a tecnologia também poderá beneficiar aplicações próximas à Terra, incluindo monitoramento climático, observação meteorológica e operações de resposta rápida em situações que exijam grande mobilidade orbital.

Tags: missões espaciaispequenos satélitespropulsores elétricosTecnologia

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