O TOI-3757 b entrou para a lista dos exoplanetas mais curiosos já detectados por reunir tamanho de gigante gasoso e densidade extremamente baixa. Orbitando uma estrela anã vermelha, ele chamou a atenção dos astrônomos por apresentar uma estrutura tão leve que foi comparada à de um marshmallow. A descoberta é importante porque desafia os modelos clássicos de formação planetária e amplia o entendimento sobre mundos raros fora do Sistema Solar.
O que torna o TOI-3757 b tão incomum?
O TOI-3757 b é um gigante gasoso com tamanho próximo ao de Júpiter, mas densidade muito menor do que a esperada para um planeta desse porte. Com cerca de 0,27 grama por centímetro cúbico, ele se tornou um dos mundos mais leves já observados entre os gigantes gasosos conhecidos.
Essa combinação entre grande volume e pouca massa faz com que o planeta tenha uma atmosfera bastante inflada. Para a astronomia, isso é relevante porque mostra que nem todos os gigantes gasosos seguem o mesmo padrão estrutural observado em ou exoplanetas ou planetas como Júpiter e Saturno.

Como esse exoplaneta foi descoberto?
A detecção inicial aconteceu com o satélite TESS, da NASA, que monitora pequenas variações no brilho das estrelas em busca de exoplanetas em trânsito. Quando um planeta passa na frente da estrela, ele provoca uma leve queda de luminosidade, permitindo estimar seu tamanho.
Depois dessa primeira identificação, os astrônomos usaram observações em solo para medir a velocidade radial da estrela hospedeira. Com isso, foi possível calcular a massa do TOI-3757 b e confirmar que ele realmente possui densidade extremamente baixa para um planeta tão grande.
Por que a estrela anã vermelha chama tanta atenção nesse caso?
O fato de o TOI-3757 b orbitar uma anã vermelha torna a descoberta ainda mais interessante. Esse tipo de estrela costuma apresentar atividade intensa, com flares energéticos capazes de afetar fortemente a atmosfera de planetas que orbitam muito perto, como acontece nesse sistema.
Como o planeta completa uma volta em torno da estrela em apenas 3,5 dias, ele está em uma região bastante exposta. Isso levanta uma dúvida importante para os pesquisadores, entender como um mundo tão leve e com atmosfera tão expandida conseguiu sobreviver em um ambiente tão agressivo.

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Quais hipóteses explicam a baixa densidade do TOI-3757 b?
Uma das principais hipóteses é que o núcleo rochoso do planeta tenha se formado mais lentamente do que o normal. Isso poderia ter alterado o momento em que ele começou a acumular gás ao redor, favorecendo a criação de uma atmosfera muito extensa e menos compacta.
Outra explicação envolve a órbita levemente elíptica do TOI-3757 b. Em alguns trechos, o planeta se aproxima mais da estrela e recebe mais calor, o que pode expandir ainda mais sua atmosfera e contribuir para a densidade tão baixa observada pelos cientistas.
Entre os fatores mais prováveis para explicar esse comportamento, destacam-se alguns pontos importantes:
- formação mais lenta do núcleo rochoso do planeta;
- captura de gás em condições diferentes das previstas pelos modelos tradicionais;
- aquecimento extra em momentos de maior aproximação da estrela;
- expansão prolongada da atmosfera ao longo da evolução do sistema.
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O que essa descoberta revela sobre a formação de exoplanetas?
O TOI-3757 b reforça que a formação planetária pode seguir caminhos muito mais diversos do que se imaginava. Em vez de um único padrão para gigantes gasosos, os dados indicam que massa do núcleo, composição estelar, órbita e ambiente local influenciam fortemente o resultado final.
Nos próximos anos, observações mais detalhadas poderão mostrar a composição atmosférica desse planeta e esclarecer sua origem. Se isso acontecer, o TOI-3757 b poderá se tornar uma peça importante para entender como gigantes gasosos leves conseguem se formar e sobreviver ao redor de estrelas pequenas e ativas.









