O Sol voltou a apresentar intensa atividade com o registro de uma nova ejeção de massa coronal (CME), fenômeno capaz de provocar alterações no ambiente espacial ao redor da Terra. Embora a ejeção não esteja direcionada diretamente ao planeta, especialistas indicam que parte da nuvem de plasma poderá alcançar a magnetosfera terrestre, aumentando as chances de auroras boreais em regiões de altas latitudes.
O que é uma ejeção de massa coronal?
Uma ejeção de massa coronal, conhecida pela sigla CME, ocorre quando o Sol libera enormes quantidades de plasma e campo magnético para o espaço. Dependendo da direção e da intensidade da ejeção, esse material pode interagir com o campo magnético da Terra.
Esse fenômeno pode gerar diferentes efeitos no ambiente espacial, como:
- Tempestades geomagnéticas de diferentes intensidades.
- Formação de auroras boreais e austrais.
- Oscilações temporárias em comunicações por rádio.
- Impactos em satélites e sistemas de navegação.
- Alterações no comportamento do vento solar.

Por que essa ejeção chamou a atenção dos cientistas?
A explosão foi registrada pelos instrumentos do observatório espacial SOHO e ocorreu próxima ao polo sul do Sol. Os dados indicam que o evento aconteceu muito perto da extremidade do disco solar ou até mesmo na face oculta da estrela.
Essa posição reduz significativamente a possibilidade de um impacto direto na Terra. Ainda assim, os modelos de previsão mostram que uma parte da nuvem de plasma poderá atingir o campo magnético terrestre entre um e três dias após a ejeção.

Quais manchas solares continuam sendo monitoradas?
Além da ejeção de massa coronal, diversas regiões ativas do Sol seguem sendo acompanhadas por especialistas devido ao seu elevado potencial para produzir novas explosões solares.
As principais regiões monitoradas atualmente são:
- AR4479, considerada uma das mais ativas e com configuração magnética de alta complexidade.
- AR4478, atualmente a maior região visível do disco solar.
- AR4475, que apresenta menor atividade após mudanças em sua estrutura magnética.
- 50% de probabilidade de novas erupções solares de Classe M.
- 10% de chance de erupções de Classe X, as mais intensas da escala.
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O que significa uma erupção solar de Classe X?
As erupções solares são classificadas conforme a intensidade da radiação emitida em raios X. A Classe X representa os eventos mais energéticos já registrados, sendo o número que acompanha a letra responsável por indicar a força da explosão.
Eventos entre X1 e X2 podem provocar interferências em comunicações por rádio e favorecer auroras intensas. Já erupções acima de X10 são extremamente raras e possuem potencial para desencadear tempestades geomagnéticas severas, capazes de afetar satélites, sistemas GPS e até redes elétricas em algumas regiões do planeta.
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Há chance de auroras nos próximos dias?
Os modelos de meteorologia espacial indicam que a combinação entre a nova ejeção de massa coronal e o vento solar proveniente de um buraco coronal poderá elevar a atividade geomagnética da Terra nos próximos dias.
Caso as previsões se confirmem, países próximos ao Círculo Polar Ártico, como Islândia, Noruega, Suécia, Finlândia e o norte do Reino Unido, poderão registrar belas auroras boreais. Embora a possibilidade seja considerada baixa para regiões mais ao sul da Europa, o fenômeno reforça que o Sol continua em uma fase bastante dinâmica, exigindo monitoramento constante por parte das agências de meteorologia espacial.









