Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste
Sem resultado
Veja todos os resultados
Pesquisar
Oeste Geral
Entrar Assine
Oeste Geral
Entrar
Sem resultado
Veja todos os resultados
Início Curiosidades

Pesquisadores registram fenômeno nunca visto antes: o nascimento de um novo fundo oceânico acontece diante dos olhos da ciência

Ellen Raquel Patriota Por Ellen Raquel Patriota
20 julho 2026 16:05
Em Curiosidades
Pesquisadores registram fenômeno nunca visto antes: o nascimento de um novo fundo oceânico acontece diante dos olhos da ciência

Cientistas registram em tempo real a formação de nova crosta oceânica.

Pela primeira vez na história da ciência, pesquisadores conseguiram acompanhar em tempo real a formação de uma nova porção do fundo oceânico. O fenômeno, registrado durante 16 dias na Dorsal Meso-Oceânica do Sudeste do Oceano Índico, permitiu observar cada etapa da criação de uma nova crosta terrestre sob o oceano. A descoberta representa um marco para a geologia moderna, oferecendo informações inéditas sobre o funcionamento da tectônica de placas e sobre os mecanismos que renovam continuamente a superfície do planeta.

O que é o fundo oceânico e como ele se forma?

O fundo dos oceanos não é uma estrutura estática. Grande parte dele é constantemente renovada nas chamadas dorsais meso-oceânicas, enormes cadeias de montanhas submarinas que percorrem milhares de quilômetros pelos oceanos do planeta.

Nessas regiões, duas placas tectônicas se afastam lentamente. À medida que isso acontece, o magma proveniente do interior da Terra sobe pelas fissuras, resfria-se rapidamente em contato com a água do mar e se transforma em uma nova crosta oceânica, processo conhecido como acréscimo ou expansão do fundo oceânico.

  • As placas tectônicas se afastam lentamente.
  • O magma sobe através das fissuras.
  • A lava entra em contato com a água fria do oceano.
  • O material solidifica e forma novos basaltos.
  • Surge uma nova camada de crosta oceânica.
fundo oceânico
O primeiro mapa do fundo do oceano, criado por Marie Tharp, Bruce Heezen e Heinrich Berann em 1977, revelou a localização das dorsais meso-oceânicas. © Berann, Heezen, Tharp, Biblioteca do Congresso, https://www.loc.gov/item/2010586277/

Por que essa descoberta é considerada inédita?

Embora os cientistas conhecessem esse processo há décadas, nunca havia sido possível observar um evento completo acontecendo diretamente no fundo do oceano. Até então, as informações eram obtidas por meio de análises geológicas realizadas após a formação da nova crosta.

Leia Também

As abelhas estão fazendo um trabalho silencioso que pode mudar a forma como o mundo monitora a poluição

As abelhas estão fazendo um trabalho silencioso que pode mudar a forma como o mundo monitora a poluição

21/07/2026
Com 26 mil quilômetros quadrados, o recife de corais escondido no Atlântico desafia a ideia de que a escuridão não abriga vida

Sob o Atlântico, um recife de 26 mil km² cresce no escuro e muda o que se sabia sobre a vida no fundo do oceano

21/07/2026
Durante séculos disseram que o "ouro de tolo" não tinha valor, mas uma descoberta nas profundezas do oceano acaba de mudar essa história

Durante séculos disseram que o “ouro de tolo” não tinha valor, mas uma descoberta nas profundezas do oceano acaba de mudar essa história

21/07/2026
As chaminés vulcânicas a 3.500 metros de profundidade que jorram água superaquecida sem ferver no fundo do mar

Em regiões abissais do oceano, chaminés vulcânicas expulsam fluidos superaquecidos e mostram por que eles não fervem

21/07/2026

A equipe liderada pelo geofísico Jean-Yves Royer, do CNRS, Universidade de Brest e Ifremer, conseguiu registrar o fenômeno utilizando uma rede de instrumentos instalada na Dorsal Meso-Oceânica do Sudeste do Oceano Índico. Os resultados foram publicados na revista científica Nature, representando a primeira observação direta da formação de uma nova porção do fundo oceânico.

  • Primeira observação em tempo real.
  • Monitoramento contínuo durante 16 dias.
  • Uso de sensores hidroacústicos, sísmicos e de pressão.
  • Registro detalhado minuto a minuto.
  • Publicação em uma das principais revistas científicas do mundo.

Como aconteceu o nascimento da nova crosta oceânica?

Os equipamentos haviam sido instalados em fevereiro de 2024 para monitorar um segmento da dorsal localizado entre as placas Australiana e Antártica. Dois meses depois, em 26 de abril, os sensores registraram o início de uma intensa atividade geológica.

O processo começou com uma sequência de tremores sísmicos, seguida por um afundamento repentino superior a quatro metros no vale central da dorsal. Os pesquisadores acreditam que esse movimento ocorreu devido ao rápido esvaziamento de uma câmara de magma localizada abaixo da superfície.

Ao mesmo tempo, sensores registraram aumento da temperatura da água, indicando que grandes volumes de lava estavam sendo liberados no fundo do oceano. Instrumentos de medição também mostraram que o assoalho oceânico se expandiu em mais de um metro durante o evento.

  • Início em 26 de abril de 2024.
  • Ocorrência de diversos terremotos submarinos.
  • Afundamento superior a 4 metros do fundo oceânico.
  • Liberação de grande quantidade de magma.
  • Abertura superior a 1 metro entre as placas tectônicas.
  • Evento acompanhado continuamente por 16 dias.
fundo oceânico
Os basaltos em almofada observados nas dorsais meso-oceânicas são evidência de acreção do fundo oceânico. © NOAA, domínio público

Leia também: As espécies aromáticas que conquistaram jardineiros por deixarem a casa mais bonita, perfumada e acolhedora

Quanto material foi produzido durante o fenômeno?

Os dados coletados revelaram que aproximadamente 160 milhões de metros cúbicos de lava foram liberados durante o processo. Todo esse material resfriou-se rapidamente e passou a integrar uma nova camada da crosta oceânica.

Segundo os pesquisadores, eventos dessa magnitude são extremamente raros e podem ocorrer apenas uma vez a cada várias décadas em um mesmo segmento da dorsal meso-oceânica, tornando esse registro ainda mais valioso para a ciência.

  • 160 milhões de metros cúbicos de lava.
  • Formação de nova crosta oceânica.
  • Evento raro em escala geológica.
  • Pode ocorrer apenas uma vez em várias décadas no mesmo local.

Qual a importância dessa descoberta para a ciência?

A observação direta desse processo oferece uma oportunidade única para compreender como a superfície terrestre é continuamente renovada. Até então, muitos detalhes sobre a expansão do fundo oceânico eram baseados em modelos matemáticos, simulações e evidências geológicas indiretas.

Com esses novos dados, será possível aprimorar modelos sobre tectônica de placas, atividade vulcânica submarina, formação dos oceanos e dinâmica interna da Terra. Além disso, a pesquisa ajuda a compreender melhor como ocorrem terremotos submarinos e como evoluem as grandes estruturas geológicas responsáveis pela deriva continental.

  • Aprimora o conhecimento sobre tectônica de placas.
  • Ajuda a entender a formação dos oceanos.
  • Melhora modelos sobre atividade vulcânica submarina.
  • Contribui para pesquisas sobre terremotos no fundo do mar.
  • Amplia o conhecimento sobre a evolução geológica da Terra.

Como funciona a expansão dos oceanos?

A teoria da deriva continental foi proposta por Alfred Wegener em 1912, mas somente na década de 1960 foi confirmada graças à descoberta das dorsais meso-oceânicas e do processo de expansão do fundo oceânico.

Hoje sabe-se que cerca de dois terços da superfície terrestre foram formados por esse mecanismo. No Oceano Atlântico Norte, por exemplo, as placas se afastam entre dois e três centímetros por ano. Já no Oceano Pacífico, algumas regiões apresentam taxas superiores a dez centímetros anuais. A Dorsal Sudeste do Oceano Índico possui uma velocidade intermediária, formando aproximadamente seis a sete centímetros de nova crosta por ano.

  • Atlântico Norte: cerca de 2 a 3 centímetros por ano.
  • Pacífico: mais de 10 centímetros por ano em algumas áreas.
  • Dorsal Sudeste do Oceano Índico: cerca de 6 a 7 centímetros anuais.
  • O processo ocorre em diferentes velocidades conforme a região.
fundo oceânico
Traçado da Dorsal Sudeste do Oceano Índico em amarelo, separando as placas Australiana e Antártica. © Mapa batimétrico ETOPO2, NOAA, Wikipédia

Leia também: Café da manhã para emagrecer: 7 alimentos que aumentam a saciedade e ajudam a controlar a fome durante o dia

Uma janela inédita para compreender a evolução do planeta

A possibilidade de acompanhar o nascimento de uma nova crosta oceânica representa um dos avanços mais importantes da geologia nas últimas décadas. Pela primeira vez, cientistas puderam observar diretamente um dos processos responsáveis pela constante renovação da superfície terrestre.

Além de confirmar diversas teorias sobre a tectônica de placas, a descoberta abre caminho para futuras pesquisas sobre a dinâmica do interior da Terra, a formação dos oceanos e os mecanismos que moldam nosso planeta há centenas de milhões de anos. Cada novo dado obtido durante esse monitoramento ajuda a revelar como a Terra permanece em permanente transformação, mesmo nas profundezas praticamente inacessíveis dos oceanos.

Tags: Ciênciadescobertafenômenofundo oceânico

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas notícias

O tônico de alecrim custa pouco, é fácil de fazer e ganhou fama nos cuidados para cabelos de salão

O tônico de alecrim custa pouco, é fácil de fazer e ganhou fama nos cuidados para cabelos de salão

21/07/2026
As abelhas estão fazendo um trabalho silencioso que pode mudar a forma como o mundo monitora a poluição

As abelhas estão fazendo um trabalho silencioso que pode mudar a forma como o mundo monitora a poluição

21/07/2026
Com 26 mil quilômetros quadrados, o recife de corais escondido no Atlântico desafia a ideia de que a escuridão não abriga vida

Sob o Atlântico, um recife de 26 mil km² cresce no escuro e muda o que se sabia sobre a vida no fundo do oceano

21/07/2026
O antigo provérbio chinês que ensina como enfrentar os momentos mais difíceis da vida: "Quando o destino lhe atira uma adaga, só há duas maneiras de a apanhar: pela lâmina ou pelo cabo"

O antigo provérbio chinês que ensina como enfrentar os momentos mais difíceis da vida: “Quando o destino lhe atira uma adaga, só há duas maneiras de a apanhar: pela lâmina ou pelo cabo”

21/07/2026
Ar-condicionado todos os dias: saiba como o seu cabelo pode estar sentindo os efeitos sem que você perceba

Ar-condicionado todos os dias: saiba como o seu cabelo pode estar sentindo os efeitos sem que você perceba

21/07/2026

A primeira plataforma de conteúdo cem por cento comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado. Jornalismo de excelência, focado no que é relevante, com clareza e objetividade.

  • INSTITUCIONAL
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Anuncie conosco
    • Fale conosco
    • Política de privacidade e termos de uso
  • EDITORIAS
    • Colunistas
    • Política
    • Economia
    • Brasil
    • Mundo
    • Tecnologia
    • Agronegócio
  • FAQ
    • Crie uma conta
    • Assine a revista

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35

Sem resultado
Veja todos os resultados
Assine
  • A Oeste
    • Por que Oeste
    • Nosso pacto
    • Nossa equipe
    • Perguntas frequentes
    • Fale conosco
    • Rádio
  • Colunistas
    • J. R. Guzzo
    • Augusto Nunes
    • Alexandre Garcia
    • Ana Paula Henkel
    • Rodrigo Constantino
    • Guilherme Fiuza
    • Evaristo de Miranda
    • Flávio Gordon
    • Dagomir Marquezi
    • Deonísio da Silva
    • Ubiratan Jorge Iorio
    • Roberto Motta
    • Adalberto Piotto
    • Flavio Morgenstern
    • Salim Mattar
    • Frank Furedi
    • Jeffrey A. Tucker
    • Theodore Dalrymple
    • Spiked
      • Andrew Doyle
      • Brendan O’Neill
      • Sean Collins
      • Shaun Cammack
      • Tim Black
      • Tom Slater
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Brasil
  • Mundo
  • No Ponto
  • Vídeos
    • Oeste Sem Filtro
    • Faroeste à Brasileira
    • Jornal da Oeste
    • Oeste Negócios
    • Estúdio Oeste
    • A Força do Agro
    • Outra Coisa
    • As Liberais
    • OesteCast
  • Edições Oeste

Copyright © 2024 Revista Oeste. Todos os direitos reservados. CNPJ 19.608.677/0001-35