O bronzeamento artificial é um método utilizado para escurecer a pele através da exposição a lâmpadas que emitem raios ultravioleta (UV). Essas lâmpadas simulam a luz solar, proporcionando um bronzeado sem a necessidade de exposição direta ao sol. Segundo o oncologista Dr. Cleuber Barbosa – (CRM 36.865) , embora popular em alguns países, esse procedimento é proibido no Brasil devido aos riscos associados à saúde da pele. Além disso, muitos especialistas em dermatologia alertam que, mesmo em países onde é permitido, o bronzeamento artificial deve ser evitado devido aos seus efeitos cumulativos a longo prazo.
Os dispositivos de bronzeamento artificial, como camas e cabines, emitem principalmente raios UVA e UVB. Esses raios são conhecidos por penetrar profundamente na pele, causando danos ao DNA das células. Isso pode levar a consequências graves, como o envelhecimento precoce da pele e o desenvolvimento de câncer de pele. Estudos têm mostrado que o uso frequente desses dispositivos pode não apenas acelerar o envelhecimento, mas também causar um ressecamento e diminuição da elasticidade da pele.
O bronzeamento artificial pode causar câncer de pele?
Sim, o bronzeamento artificial pode causar câncer de pele. A exposição aos raios UV emitidos por esses dispositivos aumenta significativamente o risco de desenvolver câncer de pele, incluindo o melanoma, que é o tipo mais agressivo. Estudos indicam que o uso de camas de bronzeamento antes dos 30 anos pode aumentar o risco de melanoma em até 75%. Além do melanoma, o carcinoma basocelular e espinocelular também são preocupações, pois são os tipos mais comuns, afetando milhares de pessoas anualmente.
Existem três tipos principais de câncer de pele: o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. O carcinoma basocelular é o mais comum e menos agressivo, enquanto o melanoma é o mais perigoso devido à sua capacidade de se espalhar rapidamente para outras partes do corpo. A exposição frequente a raios UV, seja do sol ou de fontes artificiais, é um fator de risco significativo para todos esses tipos de câncer.

Quais são os fatores de risco para o câncer de pele?
Além do uso de bronzeamento artificial, outros fatores podem aumentar o risco de câncer de pele. Pessoas com pele clara, olhos claros e histórico familiar de câncer de pele estão mais propensas a desenvolver a doença. A exposição excessiva ao sol sem proteção adequada também é um fator de risco importante. É essencial entender que a acumulação dos efeitos da exposição UV ao longo do tempo pode resultar em danos permanentes que aumentam significativamente a probabilidade de câncer.
O uso diário de protetor solar é essencial para proteger a pele dos danos causados pelos raios UV. Mesmo em ambientes internos, onde a exposição ao sol é limitada, é importante aplicar protetor solar, especialmente em áreas do corpo que são frequentemente expostas, como o rosto e as mãos.
Como prevenir o câncer de pele?
A prevenção do câncer de pele envolve a adoção de hábitos saudáveis e a proteção adequada contra os raios UV. Aqui estão algumas dicas para reduzir o risco:
- Evitar o uso de dispositivos de bronzeamento artificial.
- Aplicar protetor solar diariamente, com fator de proteção solar (FPS) adequado ao tipo de pele. Considerar também o uso de produtos com ingredientes antioxidantes que ajudam a reparar danos.
- Usar roupas de proteção, chapéus e óculos de sol ao se expor ao sol.
- Buscar sombra durante os horários de pico de radiação solar, geralmente entre 10h e 16h. Durante atividades ao ar livre, fazer pausas frequentes em áreas sombreadas pode reduzir significativamente a exposição aos raios UV.
- Realizar autoexames regulares da pele e consultar um dermatologista para avaliações periódicas. Quanto mais cedo uma anomalia for detectada, maiores as chances de tratamento efetivo.
Por que o bronzeamento artificial é proibido no Brasil?
No Brasil, o bronzeamento artificial é proibido desde 2009 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão foi baseada em evidências científicas que demonstram os riscos significativos associados ao uso desses dispositivos. A proibição visa proteger a saúde pública e reduzir a incidência de câncer de pele no país. Essa medida tem sido reforçada por campanhas de conscientização sobre os perigos do câncer de pele e a importância da fotoproteção.
Embora o bronzeamento artificial ainda seja permitido em alguns países, a conscientização sobre seus riscos tem levado a um aumento nas restrições e regulamentações em todo o mundo. A promoção de métodos seguros de proteção solar e a educação sobre os perigos da exposição aos raios UV são fundamentais para a prevenção do câncer de pele. Instituições de saúde têm investido em pesquisas para desenvolver novos métodos de proteção solar e tratamentos mais eficazes contra os danos causados pela radiação UV.
Perspectiva da OMS sobre o bronzeamento artificial
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que nenhum nível de exposição ao bronzeamento artificial pode ser considerado seguro. A OMS classifica as cabines de bronzeamento como carcinogênicas para humanos devido à ligação entre o uso dessas dispositivos e o câncer de pele. A organização recomenda que políticas de saúde pública desencorajem o uso de bronzeamento artificial e que os países implementem regulamentos rígidos para reduzir a exposição a dispositivos que emitem raios UV.
Além disso, a OMS sugere a implementação de campanhas educacionais para aumentar a conscientização sobre os riscos associados ao bronzeamento artificial e promover a adoção de comportamentos que protegem contra a exposição nociva aos raios UV. Essas recomendações visam não apenas proteger a saúde individual, mas também reduzir as incidências globais de câncer de pele relacionadas ao bronzeamento artificial.









