11 governadores e 10 prefeitos de capitais deixaram seus cargos para disputar as eleições deste ano. A exigência decorre da legislação eleitoral, que obriga o afastamento de chefes do Executivo que pretendem concorrer a outros cargos.
O prazo para a chamada desincompatibilização terminou neste sábado, 4, exatamente seis meses antes do primeiro turno das eleições.
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Levantamento do portal g1 indica que a regra levou governadores e prefeitos a renunciar aos mandatos para participar da disputa eleitoral. A legislação determina a saída do cargo para evitar o uso da estrutura administrativa em benefício de candidaturas.
Entre os governadores que deixaram o cargo, dois pretendem disputar a Presidência da República: Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
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Outros governadores devem disputar uma vaga no Senado, que renovará 54 das 81 cadeiras nesta eleição.
Entre os nomes que renunciaram estão:
- Gladson Cameli (PP), do Acre
- Wilson Lima (União), do Amazonas
- Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal
- Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo
- Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás
- Mauro Mendes (União), de Mato Grosso
- Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais
- Helder Barbalho (MDB), do Pará
- João Azevêdo (PSB), da Paraíba
- Cláudio Castro (PL), do Rio de Janeiro
- Antonio Denarium (Republicanos), de Roraima
Quando o governador renuncia, o vice assume o comando do estado e pode disputar a reeleição. Esse cenário deve ocorrer na maior parte das unidades da Federação.
Governadores que permanecem no cargo
A legislação permite que governadores que pretendem disputar a reeleição continuem no cargo durante a campanha. Entre eles estão Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia, e Raquel Lyra (PSD), em Pernambuco.
Também permanecem nos cargos governadores que optaram por concluir o mandato sem disputar as eleições deste ano.
Prefeitos também deixam cargos
Além dos governadores, 10 prefeitos de capitais também deixaram os cargos para disputar eleições. Entre eles estão Eduardo Paes (PSD), no Rio de Janeiro; João Campos (PSB), no Recife; Lorenzo Pazzolini (Republicanos), em Vitória; e JHC (PSDB), em Maceió.
Também renunciaram Eduardo Braide (PSD), em São Luís; David Almeida (Avante), em Manaus; Cícero Lucena (MDB), em João Pessoa; Dr. Furlan (PSD), em Macapá; Tião Bocalom (PSDB), em Rio Branco; e Arthur Henrique (PL), em Boa Vista.
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A saída do cargo não confirma automaticamente a candidatura. Os partidos ainda precisam aprovar os nomes durante as convenções partidárias.
Somente depois dessa etapa as candidaturas poderão ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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