5 perguntas sobre política e liberalismo para a vereadora Janaína Lima

Filiada ao Novo e com cursos nos Estados Unidos, vereadora destaca seu trabalho na política paulistana
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Janaína Lima está no início de seu segundo mandato como vereadora de São Paulo
Janaína Lima está no início de seu segundo mandato como vereadora de São Paulo | Foto: Divulgação/Partido Novo

Em 2016, a vida mudou para Janaína Lima. A advogada, com especialização em Direito Público e cursos realizados nas universidades Harvard e Johns Hopkins, nos Estados Unidos, decidiu ingressar na política partidária. Indignada com o PT e os “anos dos governos mais corruptos da história do Brasil”, conforme define, ela filiou-se ao Partido Novo e concorreu a uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo. Vitoriosa, enfatiza ter cumprido um mandato de “austeridade”. Garante, entre outros pontos, ter sido responsável pela economia de R$ 5 milhões aos cofres públicos da cidade.

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Defensora da redução do tamanho do Estado, Janaína Lima foi novamente candidata a vereadora de São Paulo em 2020. Reeleita, destaca a importância de dar exemplo como autoridade. “Liderar pelo exemplo é a melhor forma de fazer a mudança real na política”, comenta, em entrevista a Oeste, reforçando que nos últimos anos viu colegas adotarem medidas similares às suas, como abrir mão de motorista, carro oficial e reduzir a própria verba de gabinete.

A seguir, confira as cinco perguntas feitas por Oeste à vereadora Janaína Lima.

janaína lima - partido novo - vem pra rua
Janaína nos tempos do Vem pra Rua | Foto: Arquivo/Facebook

1 — O que motivou, em 2016, uma advogada com estudos nos Estados Unidos a se aventurar na política partidária?

Desde pequena eu vi minha mãe trabalhando pelas pessoas menos favorecidas. Sempre foi muito natural para mim a filosofia do serviço público real. Depois vivemos os anos dos governos mais corruptos da história do Brasil. E foi ali que me engajei nos movimentos de rua que começavam a surgir. Fiz parte do Vem pra Rua, que lutou incansavelmente pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff e foi determinante para pôr um fim aos 13 anos de roubalheiras dos cofres públicos.

Também sou uma líder global shaper do Fórum Econômico Mundial que faz parte da rede Nexus Brasil, ligada às Nações Unidas. Sou líder da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps) desde 2015. Percebendo que fazer toda essa transformação era possível estando fora da política, eu decidi me filiar ao Novo e concorrer a uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo — e aqui estou, reeleita. Por todo o trabalho feito no primeiro mandato e pelas propostas que tenho para os próximos quatro anos, acredito que foi uma das melhores decisões que tomei em minha vida. E ressalto que buscar a capacitação necessária foi fundamental para minha jornada, especializando-me em uma pós-graduação em Direito Público e, posteriormente, fazendo o Curso Internacional de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância do Núcleo Ciência pela Infância (NCPI), na Universidade Harvard (EUA), e o curso de gestão International Program for Public Leaders, na Universidade Johns Hopkins (EUA).

2 — Em seu site, a senhora fala em economia superior a R$ 5 milhões em seu primeiro mandato na Câmara Municipal de São Paulo. Como se deu, de fato, essa economia? Por que outros vereadores não seguem o mesmo caminho?

No primeiro dia como vereadora, em 2017, cortei todos os privilégios aos quais eu tinha direito: reduzi o número de assessores, renunciei a motorista e carro oficial. Além disso, limitei ao mínimo possível o uso da verba de gabinete. Tudo isso gerou ao longo de quatro anos essa economia de mais de R$ 5 milhões, que foram devolvidos aos cofres públicos. É uma atitude que serviu de exemplo, pois vejo mandatários de outros municípios replicando a mesma gestão.

“Outros vereadores abriram mão de carro oficial, motorista e reduziram sua verba de gabinete. Liderar pelo exemplo é a melhor forma de fazer a mudança real na política” — Janaína Lima

Assim que a pandemia começou, uma das primeiras medidas da presidência da Câmara foi a de reduzir ao máximo todos os gastos possíveis nos mesmos moldes que eu já vinha adotando desde o início do mandato. Tivemos uma redução de 30% nos salários de todos os vereadores, resultando em R$ 8 milhões de arrecadação para a Saúde municipal, no combate à covid-19. Além disso, outros vereadores abriram mão de carro oficial, motorista e reduziram sua verba de gabinete. Liderar pelo exemplo é a melhor forma de fazer a mudança real na política.

janaína lima - câmara dos vereadores de são paulo
Janaína em ação na Câmara Municipal de São Paulo | Foto: Reprodução/Facebook

3 — A equipe de seu gabinete reforça que, no primeiro mandato, a senhora cumpriu 100% de suas promessas de campanha na metade do mandato. Quais foram essas promessas e como conseguiu cumpri-las integralmente?

Aqui vale uma observação: ao longo da minha campanha em 2016 eu não fiz uma promessa sequer. Nunca pedi voto dizendo que faria isso ou aquilo. Eu convenci as pessoas de que era hora de mudança real na política e mostrei meus compromissos com a austeridade. Assim que assumi, mostrei quais eram minhas propostas para a cidade. Como comentei na resposta anterior, sobre a economia de mandato. E entreguei muito.

Começando pelo Marco Legal Municipal pela Primeira Infância, que estabeleceu diretrizes para a elaboração de políticas públicas para a primeira infância, contemplando ações nas áreas de educação, saúde, assistência social e cultura & lazer para beneficiar crianças até 6 anos de idade em São Paulo. Presidi a comissão de estudos da reforma da previdência municipal, que foi uma verdadeira batalha enfrentada para aprovação contra sindicatos e partidos de esquerda que preferiam ver os cofres públicos quebrados. Liderei as discussões pela desestatização de diversos equipamentos públicos que oneravam os cofres da cidade.

“Trouxemos mais de 400 projetos por iniciativa de cidadãos para ser implantados na cidade” — Janaína Lima

Em 2019, inaugurei o primeiro coworking legislativo no mundo. Trouxemos mais de 400 projetos por iniciativa de cidadãos para ser implantados na cidade. Também criei o Fórum dos Empreendedores, que tem um papel importante na pandemia, oferecendo suporte aos empreendedores, criando pequenas redes entre eles e ajudando para que diversos pequenos negócios não morram.

4 — Como primeira mulher eleita pelo Partido Novo em todo o Brasil, a senhora já planeja novos voos na política brasileira? Pensa em se candidatar a deputada ou a outro cargo em 2022? 

Meu principal objetivo é continuar trabalhando pela cidade de São Paulo, cumprindo o segundo mandato que o município me confiou em novembro de 2020. Há muito trabalho a ser feito. Há muito combate a ser travado em defesa da liberdade, pelo fim da corrupção e pela melhoria da vida das pessoas. Esse é meu compromisso pelos próximos anos.

5 — Quais foram até aqui os principais desafios encarados por uma mulher assumidamente defensora dos valores liberais dentro da Câmara Municipal? Como superá-los a partir de agora, durante o segundo mandato?

Acredito que os desafios para os liberais aumentam a cada legislatura. E será assim daqui para a frente. O liberalismo encontrou seu espaço nas três esferas de poder, e esse movimento não tem mais volta. Além do mais, enriquece o debate que por muitos anos ficou dominado apenas por pautas progressistas. Como liberais, temos a missão de mostrar ao mundo uma alternativa real para a vida em sociedade. E farei isso sempre ao longo dos próximos quatro anos.

Leia também: “Joinville, o experimento liberal”, entrevista da editora Branca Nunes com o prefeito Adriano Silva publicada na Edição 39 da Revista Oeste

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8 comentários

  1. Pra vc’s verem que de onde se menos esperava, foi JUSTAMENTE de onde vieram os verdadeiros LIBERAIS! Tirando alguns imbecis desse partido, inclusive seu ex dono, o maior deles!

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