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Política

A esquerda e o banditismo estrutural

Essa ideologia política nunca abriu mão da violência como meio legítimo de conquista do poder

A esquerda revolucionária não tolera adversários | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial
A esquerda revolucionária não tolera adversários | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial

A reportagem de Edilson Salgueiro sobre atentados recentes contra candidatos de direita revela algo mais grave do que episódios isolados de violência política. Trata-se da recorrência de um método, longamente cultivado pela tradição revolucionária de esquerda: o terrorismo como instrumento de engenharia sociopolítica.

Desde o advento do jacobinismo francês, passando pelos niilistas russos, pelos anarquistas italianos, pelas Brigadas Vermelhas e pelas Farc, chegando até os guerrilheiros tropicais que hoje ocupam cargos públicos na América Latina, a esquerda revolucionária nunca abriu mão da violência como meio legítimo de conquista do poder. O que muda são os pretextos, os disfarces e as palavras de ordem. O que permanece é o impulso de destruir o que existe em nome de um mundo que nunca existiu.

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O Brasil, claro, não escapa a essa lógica. A esquerda que, durante os anos de chumbo, explodiu bancas, assassinou oficiais, assaltou cofres e sequestrou diplomatas, é a mesma que hoje lacra em plenário, aparelha o Hudiciário e incendeia comitês eleitorais de adversários. O modus operandi é o mesmo.

A esquerda usa a violência como método

A lista da Revista Oeste — que menciona os ataques contra Bolsonaro, Trump, Villavicencio e Uribe — revela que, sob o manto da “luta antifascista”, a velha prática da intimidação armada voltou a ser normalizada. A esquerda, quando perde no voto, tenta vencer no grito — e, não raro, na bomba. A democracia, para ela, não é um fim, mas um meio. Serve enquanto serve à revolução. Quando deixa de servir, torna-se descartável.

A leniência institucional com esse tipo de crime é parte do problema. O Brasil conta com uma lei antiterrorismo que praticamente exige que o autor (caso não seja uma mãe de família portando Bíblia e batom) confesse sua intenção política para ser enquadrado. A esquerda, que a redigiu sob medida para si mesma, segue convencida de que seus fins justificam todos os meios — inclusive o incêndio, o atentado, o assassinato. O silêncio da imprensa tradicional, cúmplice por afinidade ideológica, apenas reforça o ciclo de impunidade.

Bolsonaro, Villavivencio, Trump e Uribe viraram alvo da esquerda | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem gerada com o auxílio de inteligência artificial
Bolsonaro, Villavivencio, Trump e Uribe viraram alvo da esquerda | Foto: Divulgação/Oeste | Imagem gerada com o auxílio de inteligência artificial

A favor do banditismo estrutural

A esquerda revolucionária não tolera adversários. Só admite aliados e cúmplices. Sua história é uma sucessão de cadáveres justificáveis. Toda vez que o inimigo é desumanizado pela retórica de ódio ilustrado, o passo seguinte é o coquetel molotov, o rojão, o “maluco isolado” com faca ou revólver.

A violência política no Brasil não é uma aberração. É coerência histórica. Não é à toa que as universidades federais se tornaram madraças vermelhas, fábricas de Adélios. Em nome da utopia, a esquerda prefere matar do que perder. Trata-se do que costumo chamar de “banditismo estrutural”, uma simbiose perversa entre violência política e criminalidade organizada, que utiliza o terrorismo como meio legítimo para garantir seus fins ideológicos. Não é apenas vandalismo ou descontrole; é banditismo com projeto, método e respaldo cultural.

👉 Quer entender por que isso está acontecendo? Leia a reportagem de Branca Nunes, com análise, bastidores e conexões reveladoras.

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