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Política

'A regulamentação proposta pelo Lula vai matar os aplicativos de transporte no Brasil', diz presidente do Partido Novo

Para Eduardo Ribeiro, projeto de lei parece ter sido feito para inviabilizar o setor no país

Lula presidente Novo
Presidente do Novo disse que Lula quer encaixar motoristas de aplicativo em uma 'CLT paralela' | Foto: Divulgação/Partido Novo

Em publicação feita em seu perfil no Twitter/X nesta segunda-feira, 4, o presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, criticou o projeto de lei complementar (PLC) assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dirigente partidário afirmou que as novas medidas vão “matar” os aplicativos de transporte no Brasil.

Ribeiro também classificou as medidas como “ideia de jerico”. Na visão do presidente do Novo, o projeto parece ter sido feito propositalmente para inviabilizar o setor no país, prejudicando motoristas, plataformas e usuários.

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O presidente do Novo afirma que estabelecer o pagamento de salário fixo para os motoristas de aplicativos, como Uber e 99, vai na contramão do modelo de remuneração por desempenho, que é atualmente usado pelas empresas do setor. Neste padrão, os motoristas mais bem avaliados recebem as melhores corridas e melhores valores por trajeto.

Para Ribeiro, a medida de Lula pode fazer com que os aplicativos paguem apenas o valor mínimo do salário previsto pela nova legislação, R$ 1,412. Consequentemente, a competitividade interna é desincentivada.

Leia mais em: “Lula envia ao Congresso projeto para regulamentar transporte por aplicativos”

A regulamentação do setor prevê a criação obrigatória de um sindicato para os “motoristas de aplicativo de veículo de quatro rodas”. Caso o motorista queira fazer uma jornada acima de 8 horas, estabelecida como carga horária limite, este último deve recorrer à entidade sindical para realizar um “acordo coletivo”, o que o presidente do Novo classificou como injusto.

“Caro motorista que ficou desempregado e tem uma família para sustentar, qual a sua opinião sobre depender de uma permissão para trabalhar mais e ganhar mais dinheiro?”, publicou Ribeiro, em publicação no Twitter/X. “Você realmente acha isso justo?”

O pagamento de contribuição de 7,5% ao Instituto Nacional do Seguro (INSS) também foi criticado. Pela análise de Ribeiro, diante do pagamento da Previdência, os custos serão repassados e o impacto imediato será no preço das corridas, que podem ficar mais caras para o consumidor.

Para o presidente do Novo, os motoristas de aplicativos estão perdendo a liberdade de trabalhar e ganhar dinheiro para serem encaixados numa espécie de “CLT paralela”. De acordo com Ribeiro, essa regra vai fazer com que o setor perca espaço no país. Isso pode resultar em usuários antigos de aplicativos de transporte optando por voltar a utilizar o transporte público ou táxis.

O que diz o projeto de lei assinado por Lula?

O PLC propõe a criação de mecanismos previdenciários e melhorias nas condições de trabalho. A proposta será entregue ao Congresso Nacional com urgência constitucional, ou seja, Câmara e Senado terão 45 dias, cada, para análise.

Os quatro principais eixos abordados são:

  • Previdência — Os trabalhadores contribuirão com 7,5% sobre os valores referentes à remuneração, e os empregadores, com 20% sobre os valores referentes à remuneração;
  • salário mínimo — R$32,09 por hora trabalhada, sendo R$ 8,02 destinados como pagamento pelo trabalho realizado e R$24,07 para cobrir as despesas do motorista; 
  • Sindicato — O trabalhador em aplicativo será representado por entidade sindical da categoria profissional “motorista de aplicativo de veículo de quatro rodas”;
  • Reajuste anual — Em porcentual igual ou superior ao do reajuste do salário mínimo;
  • Sem exclusividade — Motorista poderá trabalhar para mais de uma empresa de aplicativo; e
  • Auxílio maternidade – As mulheres trabalhadoras terão acesso aos direitos previdenciários previstos para os trabalhadores segurados do INSS;

Caso o texto seja aprovado, a lei entrará em vigor em 90 dias. As regras estabelecidas no projeto de lei complementar aplicam-se exclusivamente ao transporte em veículos de quatro rodas. O tema foi uma promessa de campanha de Lula nas eleições de 2022.

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2 comentários
  1. James
    James

    Nenhum modelo de negócio lucrativo, com alto índice de contratação de mão de obra virá para o Brasil, já sabem, o “sócio oculto” estará lá, te esperando, para usar a competitividade de sua empresa, para sustentar instituições falidas, que não agregam melhoria na vida do cidadão, loteamentos partidários inúteis que reresentam um feudo comuno globalista.
    “AL CAPONE” ataca novamente !
    Pior ?
    Usará o número dos profissionais liberais que tiveram seus negócios destruídos, como estatística de geração de empregos!
    No maior populismo do mundo!
    #SURREAL !
    Retrocesso real !

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