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Política

Ala do PT denuncia compra de votos em eleição interna no Rio de Janeiro

Acusações contra Washington Quaquá, prefeito de Maricá, serão formalizadas no diretório nacional da sigla

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Washington Quaquá é acusado de comprar votos na eleição do PT | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Acusações de compra de votos e uso indevido de recursos econômicos marcaram a eleição interna do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro, realizada no domingo 6, por meio de cédulas de papel.

De acordo com informações da CNN, integrantes da corrente Articulação de Esquerda alegaram que o processo foi comprometido por práticas ilícitas.

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Olavo Brandão Carneiro, secretário de formação do PT fluminense e vinculado à ala mais à esquerda do partido, declarou que vai formalizar as denúncias no diretório nacional. Segundo ele, a atuação do prefeito de Maricá, Washington Quaquá, foi “atípica” e teria influenciado a votação na cidade.

Segundo dados oficiais do PT, as eleições do partido contaram com a inscrição de quatro candidaturas nacionais, 95 candidaturas estaduais e 144 chapas estaduais. Em números absolutos, estavam aptos a votar quase 3 milhões de filiados.

As supostas irregularidades na eleição do PT

Imagens e registros de conversas entre militantes apresentados à CNN foram citados como possíveis indícios de mobilização da máquina pública em Maricá com o objetivo de transportar eleitores até os locais de votação, de acordo com os denunciantes.

O secretário de Habitação da capital, Diego Zeidan, filho de Quaquá, é o principal candidato à presidência do diretório estadual do PT do Rio de Janeiro. Indagado pela CNN sobre as acusações, Quaquá disse que as denúncias são “choro de quem não tem trabalho político”.

Partido já tem novo presidente nacional

Edinho Silva foi prefeito de Araraquara, no Estado de São Paulo | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Edinho Silva foi prefeito de Araraquara, no Estado de São Paulo | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na segunda-feira 7, o PT elegeu Edinho Silva como o novo presidente da sigla. Ex-ministro e ex-prefeito de Araraquara (SP), ele superou nomes históricos da legenda, como Rui Falcão, Valter Pomar e Romênio Pereira.

Chefe interino da legenda, o senador Humberto Costa (PE) confirmou a vitória. Conforme Costa, Edinho somou aproximadamente 240 mil votos, contra 37 mil de Falcão. A eleição ocorreu apesar de a votação em Minas Gerais registrar divergências.

A conquista de Edinho Silva, que garantirá a ele um mandato até 2027, ocorre num contexto de intensa disputa interna, que mobilizou diferentes alas do partido. O presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu, por exemplo, manifestaram preferência por Edinho. Já a ministra da Casa Civil e ex-presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, liderou o grupo que tentou eleger Rui Falcão. No aniversário de Dirceu, Edinho compareceu a fim de pedir votos.

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