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Política

Alcolumbre, sobre impeachment de ministros do STF: 'Não é a solução'

Em entrevista à Rede TV!, presidente do Senado disse que a Assembleia não deve ser um 'órgão de correção' da Suprema Corte

O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), colocou a proposta como item único da pauta da sessão conjunta | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou em entrevista à Rede TV! na quinta-feira 27, que um processo de impeachment contra um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) não é a solução para os problemas do país.

Ele alega que, em um país dividido, tal medida poderia criar instabilidade para todos os brasileiros.

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“Um processo de impeachment de um ministro do STF em um país dividido vai causar problema para 200 milhões de brasileiros” declarou. “Não é a solução.”

Alcolumbre também afirmou que o Senado não é “órgão de correção do STF”. Para o senador, é necessário revisar a legislação que trata do impeachment de ministros da Corte, uma vez que a atual é de 1950.

“O Senado não é órgão de correção do STF”, disse. “A Constituição determina um único procedimento: impeachment de ministro do Supremo. Está errado isso. Temos que fazer uma nova legislação. Essa lei é de 1950. Temos que buscar que cada Poder possa conviver dentro de suas atribuições, um respeitando o outro, sem avançar a linha da autonomia e da autoridade de cada Poder.”

Processo de impeachment para ministros da Suprema Corte

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), instância superior do Poder Judiciário do Brasil | Foto: Pedro França/Agência Senado
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF), instância superior do Poder Judiciário do Brasil | Foto: Pedro França/Agência Senado

Até hoje, nenhum ministro do STF foi destituído do cargo. A abertura de um processo de impeachment depende do Senado e requer o voto de 54 dos 81 senadores, o que representa dois terços da Casa.

Alcolumbre foi interpelado pelos senadores Jorge Kajuru (PSB) e Leila do Vôlei (PDT) sobre a provável recorrência do tema em futuras entrevistas, devido à convergência entre governistas e oposicionistas que marcou sua eleição para a presidência do Senado. Kajuru reforçou que a pauta do impeachment é uma demanda da oposição.

O senador disse que o STF “só age quando provocado”. Assim, propôs restringir o acesso ao STF, limitando o número de pessoas que podem “provocar” a Corte, para reduzir tensões entre os Poderes.

Ele também afirmou que as decisões monocráticas de ministros sobre leis aprovadas no Congresso acabam gerando “tensão e atrito permanente”.

Alcolumbre defende um “debate sério” sobre legislações questionáveis e decisões políticas do Executivo. Ele afirmou que é injusto criminalizar o Congresso, que possui legitimidade através do voto popular para alocar recursos orçamentários em todo o país.

Reforma ministerial e 8 de janeiro

Em relação ao governo, Alcolumbre negou ter discutido mudanças ministeriais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Contudo, ele espera que o União Brasil, seu partido, participe de futuras negociações, já que atualmente detém três ministérios.

Ele descreveu o governo Lula como uma administração de coalizão, em que a colaboração entre partidos é essencial.

“Não [tenho sugestões], eu quero ser demandado”, disse. “Quem faz a reforma ministerial é o Poder Executivo, quem tem um diário para exonerar e nomear ministro é o presidente do Brasil. O governo Lula é um governo de coalizão, clássico.”

Quando interpelado sobre a anistia aos presos do 8 de Janeiro, Alcolumbre disse que a Casa não pode fugir de discutir nenhum assunto, mas defendeu “modulação” da proposta.

O senador também afirmou concordar com o líder do governo Lula, senador Jaques Wagner (PT-BA), que defendeu a redução das penas dos condenados, mas se posicionou contra o perdão.

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8 comentários
  1. Paiva
    Paiva

    Kajuru e Leila do “vôlei”. Desse jeito não dá. Duas fezes no senado brasileiro. 🤦🏾‍♂️🤮

  2. José Maria (Zema)
    José Maria (Zema)

    Com os presidentes do Senado e da Câmara com os poderes que tem, ninguém democracia nas casas é apenas uma miragem e controlam tudo… Ai de quem se opõe…

  3. José Maria (Zema)
    José Maria (Zema)

    O Senado não é órgão de correção do STF? E a Constituição? Agoroa entendo e aplaudo a postura do Senador Marcos Pontes, quando disse que não foi eleito para apoiar Alcolumbre. Está de parabéns! O que Bolsonaro tem a dizer a respeito?

  4. Evaristo Antonio Miranda
    Evaristo Antonio Miranda

    Temos que aprender a votar, bem como acabar com o foro privilegiado. Esse é o pior CONGRESSO DA HISTÓRIA desse País.

  5. jose luiz Corte
    jose luiz Corte

    A solução é o fim do foro privilegiado. Enquanto isso não acontecer, tanto o presidente da Câmara quanto do Senado, continuarão a comer na mão do STF. Um toma lá dá cá. Inquéritos contra presidentes do senado e câmara sempre prescrevem.

  6. R Fortes
    R Fortes

    Omisso Pacheco, também conhecido como “Boneco de Posto” ou “Boneco de Olinda” para os mais íntimos, fez escola. O “Batoré do Amapá”, segue desgovernado ladeira abaixo, ao encontro inexorável com o paredão do DOGE.

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