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Política

Aldo Rebelo ameaça processar o DC caso partido oficialize Joaquim Barbosa

Lançamento de ex-ministro do STF à Presidência abre racha interno na sigla

Aldo Rebelo CPI ONGs
Rebelo recebeu o aval oficial do partido ainda em fevereiro para liderar a chapa majoritária | Foto: Reprodução/YouTube/Senado

O ex-ministro Aldo Rebelo avisou que vai acionar a Justiça Eleitoral caso o Democracia Cristã (DC) enterre seus planos de concorrer à Presidência da República. A declaração ocorre logo que a cúpula nacional da legenda anunciou o nome do ex-magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, como novo pré-candidato ao Palácio do Planalto. A manobra abriu uma crise profunda dentro da sigla.

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Rebelo recebeu o aval oficial do partido ainda em fevereiro para liderar a chapa majoritária. O político classificou o anúncio do rival como um balão de ensaio e lembrou que Barbosa continua em silêncio. “Se houver ameaça à minha pré-candidatura, a questão será judicializada”, disparou Rebelo. Caso a disputa interna permaneça, o destino do cargo deve ser selado na convenção nacional, entre julho e agosto.

Racha nos diretórios estaduais

A indicação do ex-juiz do STF disparou uma onda de revolta nos diretórios estaduais da legenda. O presidente da filial de São Paulo, o ex-deputado Cândido Vaccarezza, rotulou Joaquim Barbosa como uma figura “inapoiável” e garantiu que vai trabalhar para derrotar o magistrado internamente. Rebelo foi chefe de pastas nos governos petistas de Lula e Dilma Rousseff, como Defesa, Esporte e Ciência e Tecnologia.

A presidência do DC alega que as pesquisas internas justificam a troca de nomes na disputa. O chefe nacional da sigla, João Caldas, afirmou que Joaquim Barbosa registrou ótimos números de intenção de voto no Paraná e no Rio de Janeiro, ao contrário de Aldo Rebelo. Caldas informou que o ex-ministro do STF se filiou em sigilo no dia 2 de abril por meio de intermediários e que ele cultua o anonimato em suas decisões.

Joaquim Barbosa foi indicado ao Supremo pelo presidente Lula e alcançou fama nacional devido à condução dura como relator do processo do Mensalão. Na ocasião, o juiz mandou para a cadeia a cúpula do Partido dos Trabalhadores, incluindo o ex-ministro José Dirceu. Ele adiantou a aposentadoria e deixou o tribunal em 2014.

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