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Política

Alerj nomeia 30 exonerados do governo do Rio de Janeiro

Servidores dispensados pelo Executivo voltaram ao poder público em cargos na Assembleia Legislativa

A bonificação integra o projeto de reestruturação da Polícia Civil | Foto: Divulgação/Alerj
As nomeações ocorreram tanto na estrutura administrativa da Casa quanto em gabinetes parlamentares | Foto: Divulgação/Alerj

Pelo menos 30 servidores exonerados pelo governo do Rio de Janeiro desde abril receberam novos cargos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). As nomeações ocorreram tanto na estrutura administrativa da Casa quanto em gabinetes parlamentares.

Parte das contratações ocorreu logo depois da publicação das exonerações promovidas pelo Executivo. O levantamento foi feito com base em atos publicados nos Diários Oficiais do Estado e da Assembleia.

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ricardo couto
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, durante agenda oficial enquanto promove mudanças na estrutura administrativa do Estado | Foto: Eliane Carvalho/Governo do Rio de Janeiro

O movimento acontece em meio à política de redução de cargos implementada pelo governador interino Ricardo Couto. Desde abril, a administração estadual afirma ter dispensado milhares de servidores comissionados como parte de um processo de reorganização da máquina pública.

Nomeações contrastam com política de cortes do Executivo

Das 30 nomeações identificadas, 13 ocorreram diretamente na estrutura administrativa da Alerj. Os cargos incluem funções ligadas ao plenário, à presidência da Casa, ao setor de legislação de pessoal, ao planejamento e à Escola do Legislativo. Os salários variam entre R$ 1,5 mil e R$ 8,8 mil.

Leia também: “Lula diz que governador interino do Rio deve ‘prender políticos da milícia’

Segundo o governo estadual, 3.920 servidores comissionados deixaram seus cargos desde 23 de abril. A gestão estima economizar R$ 230 milhões até o fim do ano com as exonerações e afirma que novas dispensas podem ocorrer conforme avançam auditorias internas.

A Alerj informou que as nomeações seguiram critérios técnicos compatíveis com as funções exercidas pelos servidores. Gabinetes parlamentares deram explicação semelhante e afirmaram que os contratados possuem experiência profissional adequada para os cargos ocupados.

A movimentação ocorre enquanto o governo interino mantém o discurso de enxugamento da estrutura administrativa do Estado. O reaproveitamento de parte dos exonerados pela Assembleia cria um contraste entre a política de cortes adotada pelo Executivo e as nomeações realizadas no Legislativo.

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