Anvisa trabalhava para não aprovar defensivos agrícolas

É o que afirma Christian Lohbauer, presidente da Croplife Brasil, em entrevista publicada na Edição 102 da Revista Oeste
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Christian Lohbauer é presidente da Croplife Brasil, associação de empresas de defensivos agrícolas
Christian Lohbauer é presidente da Croplife Brasil, associação de empresas de defensivos agrícolas | Foto: Reprodução/YouTube

Em entrevista publicada na Edição 102 da Revista Oeste, o presidente da Croplife Brasil, Christian Lohbauer, afirma que fatores ideológicos prejudicavam a aprovação de pesticidas no país. Leia um trecho:

“Como o senhor avalia o trabalho da Anvisa?

Quem acompanhou o trabalho da Anvisa até 2016 sabe que não havia muitas aprovações de defensivos no país. Alguns funcionários até celebravam essas práticas, porque a diretriz dos reguladores brasileiros era clara: não aprovar o uso de pesticidas. A ideologia dizia o seguinte: quanto menos aprovarmos agrotóxicos, tanto melhor para a agricultura. Esse pensamento continua a existir até hoje, está vivo na cabeça da oposição.

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Os críticos dos defensivos argumentam que os alimentos produzidos pela agricultura convencional são tóxicos. É verdade?

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos [Para], uma iniciativa da Anvisa, tem como objetivo avaliar a qualidade dos alimentos vendidos em relação ao uso de defensivos. Esse estudo concluiu que menos de 1% dos pimentões, cenouras, pepinos e tomates comercializados no país está fora da conformidade com as regras, ou seja, com resíduos acima do limite. Isso não significa, contudo, que os brasileiros morrerão de intoxicação se consumirem esses produtos. Para morrer de intoxicação, o cidadão teria de comer 20 quilos de um pimentão contaminado num só dia. Ao que me consta, ninguém é capaz de comer essa quantidade de alimento em 24 horas.”

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Revista Oeste

A Edição 102 da Revista Oeste vai além da entrevista com Christian Lohbauer. A publicação digital conta com reportagens especiais e artigos de Edilson Salgueiro, Augusto Nunes, Guilherme Fiuza, Rodrigo Constantino, Flavio Morgenstern, Ana Paula Henkel, Caio Coppolla, Silvio Navarro e Rute Moraes, Luis Kawaguti, Bruno Meyer, Artur Piva e Dagomir Marquezi.

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9 comentários Ver comentários

  1. Infelizmente esse debate sobre pesticidas está na boca de todo mundo menos na dos agrônomos de campo que não tem tempo para ativismo só para seu duro trabalho. Eu sou um deles e odeio essas opiniões que além de induzirem ao erro as pessoas contribuem para FERRAR produtores rurais que deveriam ser é honrados e não enxovalhados como são por esse bradilzinho urbano, politicamente correto E SUPER PERIGOSO.

  2. MPF, MPE, PROCURADORIA MUNICIPAL E ESTADUAL, ANVISA, stf/stj….são todos criminosos e coniventes com crimes praticados diuturnamente por politiocs e funcionários públicos em cargos de confiança.
    TÁ TUDO DOMINADO E precisaremos de 12 anos pra limpar esses FACINORAS das estruturas de governos.

  3. Produtos como cigarro, narguilé, bebida alcoólica, coquetéis de cura, rejuvenescimento, emagrecimento milagrosos e afins, que comprovadamente trazem malefícios, são autorizados pela Anvisa. O problema não é o efeito sobre o cidadão… É o lucro combinado que equilibra a ilicitude.

  4. Vachina de rato pode!
    Deveriam fazer uma CPI em todos os òrgãos públicos. Verificar, principalmente as contas daqueles que assinaram verbas acima de 100 mil. Quebrar as contas telefônicas e bancárias de todos.

  5. A mesma ANVISA que empurra vachina experimental é a mesma que proíbe pesticidas (que se submetem a uma caralhada de certificações). Parabéns aos (des)envolvidos!

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