Ex-senadora foi condenada no TSE por suposto caixa dois de R$ 1,2 milhão

O procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, manifestou-se contra o recurso apresentado pela ex-senadora Selma Arruda (Podemos-MT), conhecida como ‘Moro de saias’. Ela busca reaver seu mandato no Supremo Tribunal Federal. Em abril deste ano, a Mesa Diretora do Senado cassou a então parlamentar depois de o Tribunal Superior Eleitoral condená-la por caixa dois. Selma argumenta que não teve tempo para se defender, o que limitou seu direito à ampla defesa. Contudo, o PGR apontou que não houve violações e que a senadora pôde se manifestar durante todo o processo. Além disso, Aras sustenta que uma intervenção do Judiciário no caso, que já foi encerrado no Senado, incorreria em risco de invasão de competência privativa do Poder Legislativo.
Receba nossas atualizações
Leia também: “A operação que mostrou que todos são iguais perante a lei”, reportagem publicada na edição n° 21 de Oeste
A cassação de Selma, por 6 a 1, se deu por suposto caixa dois de R$ 1,2 milhão. Conforme a quebra de sigilo, os valores gastos por ela em sua campanha foram transferidos por seu primeiro suplente, Gilberto Possamai. As transferências ocorreram antes do período eleitoral, o que teria possibilitado despesas com a campanha antecipadamente, o que é proibido pela legislação. Selma ficou conhecida como ‘Moro de saias’ em razão das penas que aplicou a políticos e servidores públicos. Ela mandou prender, por exemplo, o ex-governador Silval Barbosa (MT) e empresários influentes no Estado, em 2017. Selma também condenou a 26 anos e sete meses de prisão o ex-deputado José Riva por “escabroso esquema” na presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.