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Política

Barroso afirma que a 'politização' das Forças Armadas está superada

Presidente do STF alega que os militares não podem exercer poder moderador

De acordo com o ministro, o artigo 142 da Constituição nunca permitiu a intervenção das Forças Armadas | Foto: Reprodução/Brazil Conference/YouTube
De acordo com o ministro, o artigo 142 da Constituição nunca permitiu a intervenção das Forças Armadas | Foto: Reprodução/Brazil Conference/YouTube

Durante sua participação na Brazil Conference, na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse que é inconstitucional as Forças Armadas intervirem nos demais Poderes em situações de crise. Na declaração, proferida neste sábado, 6, o magistrado afirmou que a “politização” dos militares está superada.

O Brazil Conference é um evento que reúne autoridades brasileiras para debater interesses estratégicos para o país. Barroso é um dos convidados.

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De acordo com o ministro, o artigo 142 da Constituição nunca permitiu a intervenção das Forças Armadas. Disse ainda que os Poderes devem ser independentes e harmônicos, sem um papel moderador.

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“É fato que, em alguns momentos dos últimos anos, houve uma politização indesejada e incompatível com a Constituição”, disse Barroso. “Acho que isso está superado, e a gente na vida deve aprender a virar as páginas.”

STF julga interpretação do artigo 142 da Constituição

O julgamento no STF sobre a interpretação do artigo 142 da Constituição tem nove votos contrários à ideia de que as Forças Armadas possam atuar como poder moderador.

Esse artigo estabelece as responsabilidade das Forças Armadas. O texto diz, por exemplo, que o Exército, a Marinha e a Aeronáutica “são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Leia também: “A morte clínica da justiça”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 211 da Revista Oeste

Ainda faltam os votos dos ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. Barroso ressaltou que, mesmo com uma maioria expressiva, é importante “respeitar” possíveis divergências. O julgamento será concluído na próxima segunda-feira.

Além de Barroso, oito ministros votaram contra o poder moderador das Forças Armadas

  • Luiz Fux;
  • Edson Fachin;
  • André Mendonça;
  • Cármen Lúcia;
  • Flávio Dino;
  • Gilmar Mendes;
  • Cristiano Zanin; e
  • Alexandre de Moraes.

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4 comentários
  1. Kleber Pessek
    Kleber Pessek

    Gostaria que os juízes fariseus também deixassem a política e começarem a cumprir a CF.

  2. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Barroso perdeu mané pilantra, as FFAAS HJ SÃO UNS MELANCIAS, AS FFAAS DR 1964 ERAM VERDE POR FORA E VERDE POR DENTRO . VÁ PRA CUBA QUE O PARIU. SAIA DESSA MESA E VENHA PRA RUA TB, E NÃO SE ESQUEÇA DA SUA KGB

  3. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Então o que significa no art. 142 ” e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos Poderes Constitucionais e por iniciativa de QUAISQUER DESTES, da LEI E DA ORDEM”.
    Será que precisamos de NOTÁVEL SABER JURÍDICO para interpretar esse texto?

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