publicidade
Política

BH deve informar dados sobre abortos em hospitais da cidade

Vereadores mantiveram a lei por 23 votos a 17

A proposta do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) prevê pena de até 20 anos para a mulher que interromper a gravidez | Foto: Reprodução/Freepik
A medida estava em vigor desde maio, com o objetivo de 'elaborar políticas públicas de defesa das mulheres' | Foto: Reprodução/Freepik

A cidade de Belo Horizonte (MG) deverá divulgar, mensalmente, os dados sobre os abortos realizados nos hospitais do município. A Câmara Municipal de BH decidiu, na última segunda-feira, 1º, derrubar parcialmente os vetos do prefeito Fuad Noman (PSD) à Lei 11.693/2024, conhecida como “censo do aborto”.

A legislação, de autoria da vereadora Flávia Borja (PP), exige a divulgação mensal dos abortos realizados na cidade. A medida estava em vigor desde maio, com o objetivo de “elaborar políticas públicas de defesa das mulheres”.

Receba nossas atualizações

O prefeito de BH vetou a divulgação pública dos dados e dos locais dos abortos, ao alegar que isso poderia violar a privacidade e a intimidade das pacientes.

“Censo do aborto”: prefeito fala em riscos à privacidade

Com base na Procuradoria-Geral do Município (PGM), Noman argumentou que a divulgação poderia criar barreiras indiretas à realização do procedimento, o que levaria gestantes a buscar alternativas inseguras.

No entanto, a Câmara aceitou apenas o veto relacionado à divulgação dos nomes dos hospitais. A decisão de publicar dados mensais sobre abortos foi mantida pela Câmara por 23 votos a 17.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

As instituições devem enviar relatórios à Secretaria Municipal de Saúde. As informações incluem a motivação para a interrupção da gravidez, a faixa etária e a raça ou cor da paciente, conforme definições do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Esses relatórios devem ser publicados no Diário Oficial do Município ou no site oficial da prefeitura.

Debates na Câmara Municipal sobre o aborto

Durante a votação, lideranças do Partido dos Trabalhadores e do Partido Socialismo e Liberdade se opuseram à medida.

As siglas argumentam que os dados já são acessíveis para a formulação de políticas públicas. A autora do projeto, contudo, afirmou não ter conseguido acessar os dados quando solicitado.

“Meu objetivo é prevenir a violência”, afirmou a vereadora Flávia Borja, ao jornal Gazeta do Povo. “Com os dados sobre casos de estupro que resultaram em interrupção da gravidez, queremos chegar antes e proteger totalmente essas mulheres antes que a violência aconteça.”

Borja acredita que terá dados concretos no próximo semestre e afirma que a medida pode servir de modelo para outros municípios. Parlamentares de esquerda, no entanto, afirmam que vão recorrer à Justiça contra a decisão.

Leia também: “Um regime doente”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 222 da Revista Oeste

Leia mais

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade