Bia Kicis condena ativismo judicial e progressismo no STF

Deputada destaca que o novo integrante do STF é um "salto no escuro", mas que não vai "bater" em Bolsonaro por causa da indicação
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A deputada federal Bia Kicis | Foto: Afonso Maragoni/Revista Oeste
A deputada federal Bia Kicis | Foto: Afonso Maragoni/Revista Oeste | bia kicis

Deputada ressalta que o novo integrante do STF é um “salto no escuro”, mas ela não vai “bater” em Bolsonaro por causa da indicação

Bia Kicis
Deputada Bia Kicis (PSL/DF) | Foto: Afonso Marangoni/Revista Oeste

A deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) diz que não existe independência entre os poderes e reclama de interferências nas decisões do governo federal. “Pode até existir harmonia, mas não existe independência.”

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Em entrevista a Oeste na quinta-feira 29, ela afirma que principalmente o Supremo Tribunal Federal (STF) extrapola suas atribuições.

“O presidente Bolsonaro é o único chefe de poder hoje que a gente pode chamar de democrata, porque não interfere no Judiciário e no Congresso. Não interferiu em nenhum dia”, garante a deputada.

Ela também critica as liminares tomadas por um único ministro do STF, as chamadas decisões monocráticas.

A deputada cita, por exemplo, a decisão da ministra Rosa Weber que, na quinta-feira 29, suspendeu decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente que revogou regras de proteção a áreas de manguezais e de restingas.

“O Supremo, a pedido de um partido de oposição, que quer causar o caos e não deixar o governo Bolsonaro avançar em suas pautas, suspende uma liminar. Foi só uma liminar, sim, mas isso mostra que o governo não consegue avançar suas pautas”, afirma a deputada.

Ministros do Supremo

Ela afirma que a Corte é dividida entre uma turma que “passa a mão e abre as portas para os corruptos” e a outra que, se por um lado é mais combativa na questão da corrupção, é mais ideológica e “avança no ativismo judicial quando se trata de combater o conservadorismo e dar asas ao progressismo”.

Para a deputada, o líder da turma progressista é o ministro Luís Roberto Barroso, que tem “agenda própria como a liberação das drogas e do aborto”.

“Somos contra a corrupção e contra o progressismo, então para a gente não tá bom de nenhum lado”, destaca.

Bia Kicis disse que a ala conservadora que votou em Bolsonaro, inclusive ela, não consegue ver o  avanço das pautas conservadoras.

Kassio Nunes Marques

A deputada espera que o novo ministro da Corte, Kassio Nunes Marques, que toma posse na semana que vem, seja um obstáculo ao ativismo judicial.

“Eu não posso dizer que esteja tranquila, não estou tranquila. Quero esperar as votações dele para conhecer quem é o Kassio Nunes”, afirma Bia Kicis.

Ela ressalta que o novo integrante do STF é um “salto no escuro”, mas ela não deve “bater” em Bolsonaro por causa da indicação, como fizeram alguns.

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