BMG é multado em R$ 5,1 mi por assédio e exploração de aposentados

Informações de idosos teriam sido utilizadas para fraudes financeiras
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BMG é acusado de explorar aposentados
BMG é acusado de explorar aposentados | Foto: Reprodução/Pexels

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, multou o Banco BMG em R$ 5,1 milhões pelo uso indevido de dados pessoais de idosos. As informações teriam sido utilizadas para fraudes financeiras, como oferta abusiva e contratação de empréstimos consignados.

De acordo com o Senacon, o BMG infringiu dispositivos do Código de Defesa do Consumidor ao não exercer o dever de vigilância e fiscalização das atividades realizadas por seus correspondentes bancários. “Estamos trabalhando para conter esses abusos e corrigir comportamentos para que os produtos possam ser ofertados da forma correta, com as informações adequadas, especialmente aos consumidores mais vulneráveis, como os idosos”, afirmou Juliana Domingues, secretária Nacional do Consumidor.

Trata-se da quarta multa aplicada pela Senacon. As outras foram endereçadas ao Banco Cetelem (R$ 4 milhões), Banco Pan (R$ 8,8 milhões) e Banco Itaú (9,6 milhões).

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Leia também: “O desastre dos megavazamentos de dados”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 48 da Revista Oeste

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4 comentários

  1. Ótima notícia! Eis a fonte do vazamento dos nossos dados pessoais que geram tantas indesejáveis ligações telefônicas desses bancos oferecendo crédito consignado. São abusos invasivos que só paizecos como o nosso permitem. Um acinte.

  2. Uma semana depois de ser aposentada, minha esposa começou a receber cartas e ligações de instituições financeiras. Não tinha recebido seu primeiro vencimento e já a urubuzada estava queria uma parte dele.

  3. Fui vítima desse famigerado BMG, com a ajuda do INSS. Fizeram um empréstimo em meu nome, sem minha solicitação. Quando descobri, já havia pagado 18 parcelas, descontadas em meu salário de aposentado. No cadastrado nada conferia: endereço residencial errado; estado civil errado; número da cédula de identidade e órgão emissor errados. A assinatura então era um disparate. Quem passou esses dados para o BMG? Claro que foi o INSS. Estamos no mato sem cachorro. Se correr, o bicho pega. Se ficar, ele come. A quem recorrer? Não há. No meu caso, para reaver o que havia pagado, e sustar o desconto, tive que contratar um advogado.

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