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Política

Bolsonaro evita imprensa na sede do PL: ‘Infelizmente não posso conversar com vocês’

Ex-presidente resiste a entrevistas enquanto aguarda decisão de Moraes sobre suposta violação de medidas judiciais

Bolsonaro convoca apoiadores para nova manifestação: 'Nunca pensamos que chegaríamos a esse ponto' | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Moraes atribui a Bolsonaro o financiamento da estadia de Eduardo nos Estados Unidos | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O ex-presidente Jair Bolsonaro evitou qualquer diálogo com a imprensa durante sua passagem pela sede do Partido Liberal (PL), em Brasília, nesta quarta-feira, 23. Ele chegou ao local às 9h30 e permaneceu até as 17h23 em reunião com aliados, entre eles o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Ao deixar o edifício, Bolsonaro limitou-se a dizer: “Infelizmente não posso conversar com vocês, ok?”. Em seguida, entrou no carro que o aguardava na garagem. No entorno, apoiadores o saudaram com gritos de “força, presidente”. Ele sorriu, mas não respondeu.

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Desde a sexta-feira 18, Bolsonaro cumpre restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As medidas incluem o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno, proibição de contato com o filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), vedação ao uso de redes sociais e impedimento de frequentar embaixadas.

Moraes atribui a Bolsonaro o financiamento da estadia de Eduardo nos Estados Unidos. Para o magistrado, a prática configuraria tentativa de coação da Justiça e obstrução de investigações criminais.

Bolsonaro aguarda nova ofensiva de Moraes

Na segunda-feira 21, Bolsonaro cancelou uma entrevista que concederia ao portal Metrópoles. No entanto, participou de uma reunião do PL no Congresso e falou com jornalistas ao sair do encontro. Na ocasião, exibiu a tornozeleira e classificou o equipamento como um “símbolo de humilhação”.

A manifestação levou Moraes a exigir explicações da defesa em até 24 horas, sob pena de prisão com base no artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal. Segundo o ministro, Bolsonaro discursou de forma pensada para divulgação digital, o que poderia violar as medidas cautelares.

+ Leia também: “Moraes nega adiar interrogatórios de réus, apesar do volume de dados divulgado”

Em resposta enviada nesta terça-feira, 22, os advogados do ex-presidente sustentaram que ele permanecerá em silêncio até que o STF defina com clareza os limites das restrições impostas. Afirmaram que Bolsonaro não publicou conteúdo nas redes sociais e tampouco solicitou que terceiros o fizessem.

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