publicidade
Política

Bolsonaro pretende ser candidato em 2026

Em entrevista à revista Veja, o ex-presidente disse esperar decisão favorável do STF em recurso contra inelegibilidade

Bolsonaro candidato
O ex-presidente Jair Bolsonaro disse que pretende se candidatar em 2026 | Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro pretende disputar as eleições presidenciais em 2026. Em entrevista à revista Veja, ele disse que espera uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) ao recurso contra a inelegibilidade decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

+ Leia mais notícias de Política no site da Revista Oeste.

Receba nossas atualizações

“Pretendo, sim”, disse, ao ser interpelado sobre a intenção de se candidatar em 2026. “Eu não posso entender que o Supremo não me dê ganho de causa”, declarou. O TSE, em duas ações, considerou que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e o tornou inelegível por oito anos.

+ Lira se manifesta sobre operação da PF que mira Bolsonaro e aliados

Bolsonaro citou os casos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), cujo mandato foi cassado pelo Congresso em 2016, mas, mesmo assim, sua elegibilidade foi preservada por “uma manobra no Senado”, e de Lula, cujas condenações por corrupção e lavagem de dinheiro foram anuladas pelo STF.

“Não quero fazer comparação com ele, não quero criticar nada, mas, no meu entender, nenhum crime foi cometido por mim para ganhar um carimbo de inelegível”, declarou o ex-presidente.

Bolsonaro fala sobre futuro eleitoral: “A direita acordou”

Bolsonaro não informou nomes para disputar a Presidência em 2026, caso ele próprio não seja candidato. “Se eu falar qualquer nome, vou ter problemas. Tem muita água até lá.” Para 2024, disse que a intenção é lançar candidatos a prefeito em ao menos 2 mil dos 5,6 mil municípios brasileiros.

Em 2026, o prognóstico é positivo: “A gente pode fazer uns 140 deputados federais quase, e acredito que possamos fazer, no mínimo, 20 senadores, se continuar dessa maneira. Afinal de contas, a direita acordou. Não é bolsonarismo. Acho que esse termo deveria ser deixado de lado. A direita acordou. O conservadorismo acordou.”

Perseguição e “Abin paralela

Carlos
Vereador Carlos Bolsonaro foi alvo de mandados de de busca e apreensão em sua casa e em seu gabinete, na Câmara Municipal do Rio| Foto: Reprodução/Twitter/X

Na entrevista a Veja, concedida antes da operação da Polícia Federal de quinta-feira 8  para apurar uma suposta tentativa de golpe, Bolsonaro falou sobre perseguição política. Em entrevistas anteriores, inclusive a Oeste, ele já tinha falado sobre a perseguição que vem sofrendo.

Desta vez, ele lamentou que a perseguição tenha chegado a seu filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro. A PF afirma que o parlamentar teria participação em um suposto esquema de monitoramento de telefones celulares pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

“Enquanto é em cima de mim, até eu suporto. Mas quando pega filho. Uma ‘Abin paralela’. O que o Carlos tem a ver com isso? Que ‘Abin paralela’ é essa? Investigava quem? Por que não divulga os 30 mil nomes?”, questionou Bolsonaro. “No meu entender, é para desviar a atenção, porque a Abin fez o relatório responsabilizando o governo Lula pela, no mínimo, omissão nos atos do 8 de janeiro”.

Leia também: Perseguição implacável, reportagem publicada na Edição 203 da Revista Oeste.

Leia mais sobre:

7 comentários
  1. Hamilton
    Hamilton

    Com o atual STF, Congresso e a mídias comprada, É IMPOSSÍVEL.

  2. Christian
    Christian

    Ele terá apoio de muito mais da metade da população brasileira.
    Tenho absoluta certeza.

  3. Daniel BG
    Daniel BG

    Se não considerarmos a persseguição criminosa contra um excelentre presidente e nem que os “supremos” estejam um tanto fora do prumo, então será possível. Torço para que sim.

  4. Reginaldo Corteletti
    Reginaldo Corteletti

    Bolsonaro é como massa de pão. Quanto mais apanha, mais cresce. Os idiotas da oposição e da mídia ainda não perceberam isso.

  5. Valmir Armelini
    Valmir Armelini

    Bobinho. Fique feliz se não passar o que lhe sobra de vida na prisão. E para deixar claro não gostaria de ver nenhum desses pretensos candidatos na presidência. Para mim nenhum seve, então quem ? FRANCAMENTE NÃO SEI. Só sei que estes NÃO SERVEM. O problema é ser criticado por votar em branco ou nulo e ser taxado de isentao, fazer o que se nenhum presta ?

    1. Vanessa Días da Silva
      Vanessa Días da Silva

      Só serve o Xerxes de toga com poderes absolutos e ilimitados.

  6. Ed Camargo
    Ed Camargo

    De que adianta disputar as eleições quando sabemos que estão corrompidas e sujeitas ao roubo? Primeiro temos que consertar esse processo eleitoral exigindo o voto impresso, para que a disputa seja honesta e de acordo com a escolha do povo. Da forma como esta, o eleitor é apenas um idióta útil, quem realmente importa é aquele que conta os votos, neste caso o Moraes e seus sequazes.
    Seria ainda possível, no mundo moderno avançado, construir sociedades com liberdade e ordem ao mesmo tempo? Construir e sustentar comunidades e nações que demonstrem os mais elevados valores de dignidade humana, liberdade, justiça, igualdade, compaixão, paz e estabilidade?
    Sim é possível, mas não sob um regime Comunista como este que roubou nossas eleições e esta se instalando e dominando o nosso país sob os auspícios de “Estado Democrático de Direitos”.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.