Durante entrevista coletiva, nesta segunda-feira, 24, depois de uma reunião na sede do Partido Liberal (PL) em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que a “intolerância religiosa” motivou a prisão de seu pai.
Conforme o parlamentar, o incidente com a tornozeleira eletrônica foi o “menor dos motivos” para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que pôs o ex-presidente no regime fechado.
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De acordo com Flávio, a decisão já havia sido tomada.
“A tornozeleira foi o de menos”, afirmou Flávio. “Ele já queria fazer isso no dia 22 e já havia tido a manifestação da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República no dia 21 recomendando a transferência dele para uma sede da Polícia Federal. E ele faz uma referência de duas, três linhas ao que aconteceu com a pulseira.”
O senador comentou o estado de saúde do ex-presidente e disse que foi entregue um laudo médico que justifica o comportamento anormal.
Ainda segundo Flávio, Moraes ignorou as provas ao dizer que Bolsonaro tinha plena consciência do que estava fazendo, e chamou o ministro do STF de “negacionista”.
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“Ele simplesmente ignorou as provas que são a favor de Bolsonaro”, observou o senador. “Ele simplesmente ignora, finge que não vê. E faz chacota. Moraes virou um negacionista. Está negando a ciência.”
PL descarta dosimetria e quer anistia pós-prisão de Bolsonaro

Interpelado por jornalistas, Flávio disse que o Partido Liberal não faria um acordo no sentido de aprovar a dosimetria das penas dos condenados pelo 8 de janeiro.
Para o senador, deve “prevalecer a democracia” nesse processo, com a pauta do projeto do relator no plenário da Câmara.
“O que a gente sempre pediu é que a democracia prevalecesse”, afirmou Flávio. “O relator pauta o relatório dele, com a redação que ele bem entender — que ele já disse publicamente que é com relação à dosimetria —, e nós vamos usar os nossos artifícios regimentais para aprovar a anistia. Aí o texto final vai para o voto. É o que nós sempre defendemos: pauta, inicia o processo.”
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Conforme o senador, o PL não pretende articular uma obstrução, como aconteceu há alguns meses.
Ele afirmou que o objetivo, agora, é exatamente o oposto: debater a pauta do perdão, assim como outros projetos de interesse nacional.
“Uma coisa conversada hoje também é que não usaremos a estratégia de fazer obstrução, porque queremos exatamente o contrário”, disse o senador. “Queremos que o projeto ande, assim como tantos outros que podem ser debatidos neste momento, para o melhor do nosso país.”
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