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Política

‘Se eu for condenado, acabou’, diz Bolsonaro, sobre sua carreira política

O ex-presidente vê as eleições de 2026 como a oportunidade final para disputar novamente a Presidência

Jair Bolsonaro participa de missa no Santuário Nacional de Aparecida | Foto: Marcos Corrêa/PR
Jair Bolsonaro participa de missa no Santuário Nacional de Aparecida | Foto: Marcos Corrêa/PR

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 14, em entrevista ao portal UOL, que uma eventual sentença de 20 a 40 anos de prisão encerraria sua carreira política. “Se eu for condenado, acabou.” Ele definiu a prisão como uma “pena de morte política e física”.

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“Estou com 70 anos de idade”, disse. “Não tenho mais tempo.” De acordo com Bolsonaro, 2026 é a última oportunidade de disputar novamente a Presidência. O ex-presidente garantiu que tentará reverter sua inelegibilidade “até o último segundo”.

Processo contra Bolsonaro está em fase de instrução 

Bolsonaro se tornou réu em 26 de março, quando a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou por unanimidade a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra ele e outras sete pessoas. A acusação refere-se a uma suposta tentativa de golpe de Estado entre o fim de 2022 e o início de 2023. 

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou haver indícios suficientes para abertura de ação penal. O processo vai decidir se Bolsonaro liderou o plano, atacou a credibilidade do sistema eleitoral e participou da elaboração da chamada “minuta do golpe”.

O processo entrou na fase de instrução no último dia 7. Nessa fase, o tribunal reúne as provas e informações necessárias para que o juiz tome uma decisão fundamentada. É quando acontecem as oitivas de testemunhas, a apresentação de documentos, a realização de perícias e as alegações das partes envolvidas.

Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, a Ação Penal 2.668 investiga o deputado federal Alexandre Ramagem, o delegado e ex-ministro Anderson Torres, o tenente-coronel Mauro Cid, o almirante Almir Garnier Santos e os generais e ex-ministros Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio de Oliveira. 

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3 comentários
  1. José Maria (Zema)
    José Maria (Zema)

    Disse tudo (infelizmente), prezado Carlos Soares. Mão há mais o que comentar, só engolir o choro e os sapos…

  2. Carlos Soares
    Carlos Soares

    A inelegibilidade é para qualquer candidato da direita. Com a experiência acumulada em 2022, os atuais donos do poder “elegerão” quem eles quiserem “eleger” em 2026, 2030, 2034… e por aí vai.
    Não há mais o que fazer, a não ser… melhor não comentar.

    1. Carlos Soares
      Carlos Soares

      Complementando: a prisão de Bolsonaro será apenas para satisfazer egos (sabemos quais egos estão na referência).
      Supondo, num sonho, que ele não fosse condenado e pudesse disputar a eleição em 2026, seria maciçamente votado, com enorme maioria, sem dúvida. Mas a votação é o que menos importa para “eleger” um candidato do sistema, seja lá quem for.

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