Presidente e integrantes da equipe econômica explicam a empresários detalhes sobre planos do governo para conter crise econômica
O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira, 20, ações como a dos governadores do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, e do Maranhão, Flávio Dino, de fechar estradas e aeroportos. Durante reuniões com empresários, o presidente defendeu que medidas mais drásticas sejam adotadas apenas sob coordenação do governo federal.
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Para o presidente da República, esse tipo de ação isolada agrava ainda mais a crise e pode causar desabastecimento, inclusive em hospitais. “Não adianta produzir em um lugar e não poder entregar no outro”, declarou. O presidente ainda emendou: “Não podemos entrar em pânico. Temos que adotar as medidas que forem necessárias, mas sem histeria. Temos quase 12 milhões de desempregados no Brasil. Se esse número crescer muito [por causa da interrupção de serviços], outros problemas colaterais surgirão”, afirmou o presidente.
Desde ontem, governadores têm anunciado medidas que restringem a circulação de pessoas para conter o coronavírus. O governador do Rio de Janeiro, por exemplo, publicou decreto que prevê o isolamento da capital do Estado para o transporte de passageiros, por vias terrestre e aérea. O governador do Maranhão, Flávio Dino, determinou a suspensão do transporte de passageiros via ônibus interestaduais. As duas medidas, no entanto, dependem de regulamentação por parte do governo federal. “Fechar [estabelecimentos] é fácil. Qualquer prefeito pode decretar esse fechamento. O problema é determinar o momento de reabertura deles”, pontuou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.
Na reunião, o presidente anunciou a liberação de 8 bilhões de reais em emendas individuais e de bancada para a adoção de medidas de combate à covid-19.
Confira abaixo detalhes da reunião de Bolsonaro com os empresários
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