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Política

Câmara de vereadores de SP aprova auxílio emergencial de R$ 100

Sob acusações de 'estelionato eleitoral', apenas dois vereadores votaram contra projeto do alterado do ex-prefeito petista Fernando Haddad e que deve ser encaminhado às pressas.

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Eduardo Suplicy 'remendou' projeto de lei do ex-prefeito de seu partido, o petista Fernando Haddad para criar o coronavoucher à paulistana | Senado Federal/Wikimedia Commons

Sob acusações de ‘estelionato eleitoral’, apenas dois vereadores votaram contra projeto do alterado do ex-prefeito petista Fernando Haddad e que deve ser encaminhado às pressas

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Eduardo Suplicy ‘remendou’ projeto de lei do ex-prefeito de seu partido, o petista Fernando Haddad, para criar o coronavoucher à paulistana | Senado Federal/Wikimedia Commons

A capital paulista já tem um coronavoucher para chamar de seu. Estranhamente, ele surge às vésperas das eleições municipais, quando boa parte da Câmara de Vereadores tenta se reeleger.

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Com 39 votos a favor e apenas dois contra – dos vereadores Fernando Holiday (Patriota) e Rodrigo Fonseca (Novo), a Casa aprovou um projeto de lei (PL) alterado do ex-prefeito petista Fernando Haddad e oferecerá um auxílio emergencial de R$ 100 por três meses a até 1,5 milhão de pessoas, beneficiários do Bolsa Família, vendedores ambulantes e paulistanos que estão no CadÚnico para receber o auxílio emergencial do governo federal.

O projeto, na verdade, chamado de Renda Básica Emergencial, partiu do vereador Eduardo Suplicy (PT), mas, como criava gastos para o município, não podia partir de um parlamentar. Por isso, a artimanha de “remendar” um PL já existente.

Toda a base do prefeito e candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) e boa parte da oposição se uniram pela ideia, mesmo que, faltando menos de um mês para as eleições, alguns tenham visto o projeto como “estelionato eleitoral”.

A gestão de Covas quer pagar a primeira parcela, aliás, ainda em outubro, antes do primeiro turno. Para isso, a segunda rodada de votação do projeto deve ser apressada para ocorrer ainda nessa quinta-feira, 22. Assim, o prefeito já pode sancionar (e pagar) o benefício antes do mês terminar.

Os R$ 300 milhões para bancar o 1,3 milhão de beneficiados inicialmente sairão do Tesouro Municipal.

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