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Em seminário na Câmara, esquerda exalta ‘criança trans’

Evento ocorreu entre 8 e 10 de dezembro
Foto: Divulgação/Flickr
Foto: Divulgação/Flickr | Foto: Divulgação/Flickr

Evento ocorreu entre 8 e 10 de dezembro

em seminário na câmara
Foram tratados no evento, entre outros assuntos, a “reação à onda conservadora” | Foto: Divulgação/Flickr

Entre 8 e 10 de dezembro, a Câmara dos Deputados promoveu o XVII Seminário LGBTQIA+, que contou com a presença de ativistas, profissionais da saúde e parlamentares de esquerda. Um dos destaques do evento foi a participação de um garoto de 12 anos, que se identifica como transexual. Ele foi adotado por um casal gay aos oito anos. Atualmente, toma bloqueadores de puberdade de modo a impedir o desenvolvimento natural do organismo. O pai o chama por um nome feminino e se queixou de dificuldades que impedem a criança de usar o banheiro das mulheres e competir no esporte na condição oposta ao sexo natural. “Ela ficou 14 horas sem ir ao banheiro [feminino]”, relatou o pai. “A patinação é extremamente heterocisnormativa”, garantiu.

Alexandre Saadeh, coordenador do Ambulatório Transdisciplinar de Identidade de Gênero e Orientação Sexual, do Hospital das Clínicas da USP, participou do evento. Segundo ele, para ser transexual, basta que a criança afirme sê-lo. Aos pais e médicos, cabe apenas aceitar e não questionar —mesmo que, adiante, a criança mude de ideia. “Tem crianças e adolescentes que vão fluir de um polo binário para o outro o tempo todo. E essa é a história daquela criança. Não sou eu que vou decidir se ela vai ser menino ou menina. É ela que vai dizer para a gente sempre quem ela é”, observou. O médico defendeu que a “assistência” à transição de gênero em crianças e adolescentes seja oferecida na rede pública de saúde. E exaltou a criança transgênero: “Você tem um papel importantíssimo”.

Foram tratados no seminário, entre outros assuntos, a “reação à onda conservadora” e críticas ao presidente da República, sem mencioná-lo. Carolina Iara, co-vereadora pelo Psol em São Paulo, queixou-se da “política genocida do governo federal de acabar e matar a população LGBT pelo SUS”. Júlio César Barbosa, do Coletivo dos LGBT Sem-Terra, protestou contra a “retirada de direitos”. Também participou do evento a transexual Indianare Siqueira, apresentada como “prostituta, vegana e militante pelos direitos das mulheres”. Segundo o jornal Gazeta do Povo, ela chegou a ser presa e condenada na França por exploração da prostituição, e foi expulsa do Psol em 2019 por um motivo semelhante, antes de se filiar ao PT.

Leia também: “Rumo à utopix socialistx intersecionxl”, artigo de Bruno Garschagen publicado na edição n° 38 da Revista Oeste

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