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Política

Cármen Lúcia defende urnas e pede integração para combater 'desinformação'

Para a presidente do TSE, cada período eleitoral impõe novos obstáculos e exige que o poder público ofereça respostas eficientes

cármen lúcia - julgamento de jair bolsonaro pela 1 turma do stf
Para a ministra, embora haja obstáculos recorrentes, o cenário atual apresenta ameaças inéditas relacionadas ao uso da tecnologia no processo eleitoral | Foto: Antonio Augusto/STF

Durante a abertura do Seminário da Justiça Eleitoral, promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira, 27, em Brasília, a presidente da Corte eleitoral, ministra Cármen Lúcia, defendeu as urnas eletrônicas e apontou a “desinformação” como um dos grandes e inéditos desafios das eleições de 2026.

Ela frisou que, embora haja obstáculos recorrentes, o cenário atual apresenta ameaças inéditas relacionadas ao uso da tecnologia no processo eleitoral.

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Cármen Lúcia destacou os perigos do emprego inadequado e abusivo das ferramentas digitais, alertando que isso pode comprometer a integridade da votação.

“As tecnologias, pelo abuso e mau uso, podem levar à contaminação das eleições e do voto, pela captura da vontade livre do eleitor”, afirmou a ministra, ressaltando o risco de manipulação do pleito.

Cármen Lúcia quer reações rápidas

Segundo a ministra, cada período eleitoral impõe novos obstáculos e exige que o poder público ofereça respostas eficientes.

“Temos que assegurar que a eleição é um processo que cada eleitor escolhe livremente o seu representante, sem que ele se submeta a pressões externas e a captura do seu direito de escolha, o que nós temos com as novas tecnologias, nem a possibilidade de abuso de quem quer que seja, de candidatos, de grupos, do que for”, disse.

Leia também: “A foto do regime”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 300 da Revista Oeste

Cármen Lúcia também ressaltou a necessidade de integração entre as instituições, sem hierarquia, para enfrentar os desafios impostos pela desinformação.

Para ela, o processo eleitoral de 2026 deve ocorrer com total integridade, segurança social, política e garantia da liberdade individual dos eleitores.

“Qualquer tipo de agravo ou limitação indevida a esse direito político fundamental, que é o de escolher seu representante, precisa ser devidamente interrompido”, concluiu.

Atuação da Polícia Federal

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, também participou do seminário e afirmou que a PF terá atuação voltada para a segurança dos candidatos, investigação de crimes eleitorais e monitoramento de ameaças ligadas ao pleito.

Rodrigues enfatizou que o papel do órgão é assegurar eleições tranquilas e sem interferência política institucional.

O cronograma das eleições prevê que, depois do término do mandato de Cármen Lúcia em junho, Kassio Nunes Marques (vice-presidente do TSE e ministro do STF) assumirá a presidência da Corte Eleitoral.

A previsão é que mais de 150 milhões de eleitores participem do processo em outubro, escolhendo presidente, governadores, senadores e deputados. O primeiro turno será em 4 de outubro e, se necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

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2 comentários
  1. Fabio
    Fabio

    Reiterando, urnas eletrônicas somente serão aceitáveis quando o voto impresso e auditável for implementado. Fora isso, é objeto de manipulação.

  2. A-DDS
    A-DDS

    ‘ministra”, você consultou o seu guru Gilmar antes de se manifestar? Urnas eletrônicas serão aceitáveis quendo o voto impresso e auditável for mandatório.

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