O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, disse à Revista Oeste que o colegiado vai iniciar 2026 com foco no caso Banco Master e suas “relações com os poderes da República”.
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De acordo com o senador, a CPI não vai abandonar a análise da situação da segurança pública no Brasil. Para o relator da comissão, a atuação dos envolvidos no escândalo do Banco Master é “típica” de crime organizado.
“A gente continua trabalhando na montagem de uma radiografia da segurança pública no Brasil”, afirmou Vieira. “Mas, ao mesmo tempo, a gente traz para a análise da comissão a questão do Banco Master e suas relações com os poderes da República.”
Vieira afirmou que, ainda nos próximos dias, deve apresentar um “pacote de requerimentos de investigação” relacionado ao caso Banco Master. Estas propostas deverão ser analisadas já no primeiro encontro do colegiado no ano.
Vieira diz estar “antecipando trabalhos” de uma possível CPI do Banco Master
Ao comentar os requerimentos protocolados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) nesta quinta-feira, 29 — que incluem pedidos de convocação dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e familiares —, Vieira disse que o objetivo é não ter que aguardar a “lenta movimentação política” para instalação de uma CPI do Banco Master.
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Para o senador, no entanto, as convocações de pessoas envolvidas no escândalo do Banco Master à CPI do Crime Organizado não afastam a necessidade de se instalar um colegiado para analisar exclusivamente a fraude financeira.
“Na verdade você antecipa trabalhos”, avaliou o relator. “Você não fica aguardando a movimentação política, que em regra é lenta para a instalação de uma CPI. É importante avançar com esses pedidos, avançar principalmente com a parte documental.”
O parlamentar afirmou ainda que não acredita que as convocações de ministros do STF sejam “exequíveis”. Ele relativizou a importância das oitivas para o trabalho da CPI, ressaltando a relevância dos fatos apurados pelo colegiado.
“Quem trabalha nisso sabe que os depoimentos não são o mais importante, o mais importante são os fatos”, disse Vieira. “Pedidos de quebra de sigilo, convites e convocações têm que ser devidamente fundamentados, devidamente contextualizados. Convites para ministros da Suprema Corte não me parece que são exequíveis, mas a gente vai olhar tudo isso.”
O Congresso Nacional retoma os trabalhos legislativos na próxima semana. A data da primeira reunião da CPI do Crime Organizado ainda será definida pelo presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES), e pode ocorrer na terça-feira 3 ou na quarta-feira 4.
Leia também: “O Lupanário: Moraes, o Banco Master e a lógica do poder sem limites”, artigo de Flávio Gordon publicado na Edição 302 da Revista Oeste





































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