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Política

CGU identifica rombo de R$ 4,3 bilhões no Ministério da Educação

Disparidade entre dados dos sistemas do governo federal e dos controles internos de instituições públicas é de R$ 3,3 bilhões

Em agosto, o governo bloqueou R$ 1,28 bilhão do MEC. O congelamento dos repasses não retirou valores das instituições, mas reduziu o limite de gastos
Em agosto, o governo bloqueou R$ 1,28 bilhão do MEC. O congelamento dos repasses não retirou valores das instituições, mas reduziu o limite de gastos | Foto: Agência Brasil | Foto: Agência Brasil

Irregularidades no balanço do Ministério da Educação (MEC) vieram à tona depois que a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou inconsistências que totalizam um rombo de R$ 4,3 bilhões no exercício de 2024.

O relatório, divulgado recentemente, apontou como principal fator a disparidade de R$ 3,3 bilhões entre os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) e os controles internos de 53 universidades e institutos federais, demonstrando ativos superavaliados.

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Além da diferença nos registros de bens móveis, a CGU também encontrou problemas no cálculo da depreciação desses ativos, somando mais R$ 1 bilhão em distorções. De acordo com o relatório, essas falhas impactam diretamente a transparência e dificultam o uso adequado das demonstrações contábeis para avaliar o patrimônio público.

Aumento das provisões de longo prazo no Ministério da Educação

Ministro da Educação, Camilo Santana | Foto: José Cruz/Agência Brasil

O documento destacou ainda o aumento expressivo das provisões de longo prazo, que passaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 109 bilhões em apenas um ano. A auditoria criticou a Nota Explicativa, ao afirmar que ela não detalha valores usados, reversões ou prazos para saídas de recursos, contrariando normas legais.

Pendências na gestão dos Termos de Execução Descentralizada (TEDs) também foram evidenciadas. Até janeiro de 2025, havia 2.190 TEDs sem prestação de contas, somando R$ 3,8 bilhões. O relatório recomenda priorizar a análise dessas prestações e aprimorar controles sobre recursos transferidos por meio dos TEDs.

Recomendações da CGU e alerta sobre o Fies

Entre as recomendações, a CGU sugere ajustes nos lançamentos contábeis, avanços na administração patrimonial e correções nas informações sobre provisões. O documento já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para análise das responsabilidades dos gestores.

Outro ponto de alerta envolve o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo a CGU, a forma atual de gestão do Fundo Garantidor pode colocar em risco a concessão de novas garantias, especialmente pela ausência de mecanismos de pagamento vinculados à renda.

O relatório também observou que o FG-Fies atingiu seu limite de alavancagem, e a inadimplência elevada ameaça a sustentabilidade do programa.

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1 comentário
  1. Marcos Antônio de Carvalho
    Marcos Antônio de Carvalho

    Alguém fica supreso??? Esse é o governo mais incompetente da história. E essa incompetência tem nome: assalto ao erário!. É por isso que a educação no Brasil é essa lástima. A melhor universidade federal do Brasil é apenas a 596ª do mundo!!!! A USP, que é estadual, é apenas a 109ª !!! Esse é o resultado da gestão da esquerda; universidades falidas, correios falido, todas as estatais com rombos estratosféricos…

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