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O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e outros parlamentares estão mencionados em planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) na nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira, 2. As investigações indicam que os registros podem estar relacionados a pagamentos de caixa dois de campanha. A defesa de Castro nega qualquer irregularidade e afirma que ele não é alvo da operação.
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e deputados federais e estaduais aparecem em planilhas apreendidas pela Polícia Federal (PF) e atribuídas ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho. O material integra a nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira, 2.
Segundo a investigação, os nomes dos políticos aparecem acompanhados de valores. A principal hipótese analisada pela PF é a de que os registros indiquem pagamentos relacionados a caixa dois de campanha. As apurações, porém, ainda buscam esclarecer a origem e o destino dos recursos.
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Os nomes dos demais parlamentares citados nas planilhas permanecem sob sigilo.
Defesa nega recebimento de recursos
Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou que “é mentirosa qualquer ilação” sobre o recebimento de doações ilegais, vantagens indevidas ou repasses atribuídos a Adilsinho.
Os advogados também sustentaram que a simples menção ao nome do ex-governador nas anotações não comprova irregularidades e ressaltaram que a prestação de contas da campanha de 2022 foi apresentada à Justiça Eleitoral. A defesa acrescentou que Castro não é alvo da operação nem responde a acusação formal relacionada aos fatos investigados.
O advogado de Adilsinho, Ricardo Braga, também negou irregularidades. Segundo ele, o cliente rejeita a acusação de ter realizado pagamentos indevidos a agentes públicos ou políticos.
A nova fase da Operação Unha e Carne teve origem na análise das planilhas apreendidas com o contraventor. De acordo com a Polícia Federal, os documentos registrariam supostos pagamentos, doações eleitorais e uma contabilidade paralela ligada à lavagem de dinheiro. A corporação também investiga a hipótese de repasses diretos a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro.
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.
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