Com dirigentes presos no Rio, Iabas administra mais de 80 serviços na saúde de SP

Além de Rio e São Paulo, a entidade também mantém um contrato com o governo de Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução/IABAS
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Além de Rio e São Paulo, a entidade também mantém um contrato com o governo de Mato Grosso do Sul

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Alvo de uma operação que prendeu cinco de seus dirigentes no Rio nesta quinta-feira, 23, o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) é responsável pela administração de dois hospitais e mais de 80 serviços no atendimento básico de saúde na cidade de São Paulo.

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Entre eles estão a administração de 31 unidades básicas de saúde (UBS) e assistências médicas ambulatoriais (AMA), o que inclui todas as unidades no centro da capital paulista.

Um ano antes, o Iabas chegou a ser condenado pela Prefeitura a pagar uma multa de R$ 740 mil, por ter usado recursos de um contrato que estava suspenso. À época, a entidade afirmou que não concordava com a cobrança, mas preferiu não entrar em uma batalha judicial contra o ressarcimento.

Além dos serviços no atendimento básico, a entidade é também responsável pela administração do Hospital Municipal da Bela Vista, na região central de São Paulo.

Devido à pandemia, o instituto também é responsável por dois pavilhões no Hospital de Campanha do Anhembi além de administrar leitos hospitalares emergenciais no Hospital Municipal da Vila Brasilândia.

No Rio, a Iabas chegou a assinar contratos para a administração de sete hospitais de campanha estaduais. Após ser alvo da Operação Placebo, no início de junho, o governador Wilson Witzel (PSC) determinou a intervenção nos hospitais, e retirou a Iabas da administração dos contratos.

Além de Rio e São Paulo, a entidade também mantém um contrato com o governo de Mato Grosso do Sul, onde gerencia sistemas de agendamento de consultas, disponibilidade de leitos hospitalares, e indicadores de qualidade. O contrato paga cerca de R$ 1,2 milhão por mês pelo serviço.

Prisões

Os dirigentes da Iabas presos nessa quinta são acusados de cometerem crimes de peculato e lavagem de dinheiro em contratos na área da saúde.

A suspeita é de desvios de mais de R$ 6 milhões apenas com a Prefeitura do Rio, mas o grupo é investigado também por contratos com os governos estaduais do Rio de Janeiro e de Mato Grosso do Sul, além da capital paulista.

Em nota, a Iabas disse que está colaborando com as autoridades, e ressaltou que mantém estritos padrões de comportamento ético e legal e que presta regularmente contas de suas ações aos órgãos de controle das entidades contratantes e aos Tribunais de Contas.

“Todas as suas prestações de contas relativas aos contratos com a Prefeitura do Rio foram aprovadas, apenas as informações de 2019 ainda estão sob análise. O instituto aguarda o desenvolvimento das investigações para saber o que há de concreto nas ilações apresentadas pelo Ministério Público do Rio”, disse a Iabas.

O Tribunal de Contas do Município já apontou falhas na execução dos contratos da Iabas com a Prefeitura de São Paulo.

Em 2017, um relatório do Tribunal apontou que havia, em média, déficit de quase 20% nas equipes de médicos nas UBS administradas pelo instituto. A fiscalização encontrou, à época, uma UBS fechada e outra com estrutura insuficiente para a demanda.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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2 comentários Ver comentários

  1. Se não me engano o marido (ou ex-marido, ninguém sabe) da Peppa, Dr. Daniel França, tem um contratinho maroto com essa empresa. Chegou a confessar a irregularidade numa entrevista ao repórter Oswaldo Eustáquio, acessível no You Tube. Não sei quanto ao andamento do processo, mas dizem que o ilustre cônjuge picou a mula para o Piaui, seu estado natal.

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