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Política

Comissão aprova moção de apoio a Bolsonaro e repúdio a medidas do STF

A iniciativa, apresentada pelo deputado Evair de Melo (PP-ES), afirma que decisões da Suprema Corte demonstram um ‘retrocesso inaceitável’

Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos de prisão pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal | Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Credn) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira, 13, uma moção de apoio ao ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e de repúdio às medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

A iniciativa, apresentada pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), afirma que as decisões da Corte violam princípios constitucionais, como a presunção de inocência, a liberdade de expressão, a inviolabilidade da vida privada e da comunicação, além de tratados internacionais, como o Pacto de San José da Costa Rica.

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Pelo seu perfil oficial no X, o presidente da Credn, Filipe Barros (PL-PR), comemorou a aprovação do requerimento: “Aprovada por esmagadora maioria na Credn, sob minha presidência, moção de apoio a Jair Bolsonaro apresentada pelo Evair de Melo”. “Somente os partidos de esquerda votaram contra”, acrescentou.

Julgamento de Bolsonaro é um “retrocesso inaceitável”

No documento, o parlamentar classifica as determinações judiciais — como uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno, restrições de contato com familiares e bloqueios em redes sociais — como “medidas coercitivas arbitrárias” e “grave ameaça ao Estado Democrático de Direito”. 

Evair de Melo argumenta que tais ações representam censura prévia e restrições à locomoção sem condenação definitiva, configurando um “retrocesso inaceitável” nas liberdades civis e um “desrespeito aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil”.

A justificativa também compara o tratamento dado ao ex-presidente com o de outros investigados no passado, afirmando que “nem mesmo os que estiveram sob a mira da lei e da prisão foram tratados com tamanha severidade em plena fase investigativa”. 

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