publicidade
Política

Congresso marca sessão para analisar veto à desoneração da folha

Paulo Guedes defende que para desonerar a folha seria necessária a criação de um imposto sobre transações financeiras digitais

governo Alcolumbre
Líderes pressionam por sessão para votar vetos de Bolsonaro | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Paulo Guedes alega que para desonerar a folha seria necessária a criação de um imposto sobre transações financeiras digitais

governo Alcolumbre
Líderes marcaram sessão para 30 de setembro | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), marcou para o dia 30 deste mês a sessão do Congresso que vai analisar o veto do presidente Jair Bolsonaro à desoneração da folha de pagamento.

Receba nossas atualizações

Aliados do governo no Congresso têm dito que é inconstitucional a prorrogação por mais um ano da isenção fiscal para essas empresas. No entanto, líderes partidários afirmam que existe maioria para a derrubada do veto.

Inicialmente a intenção do Congresso era prorrogar a desoneração por mais dois anos, mas acordo firmado entre governo e congressistas fez com que o adiamento ficasse em um ano. O trecho foi incluído pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) ao relatar uma medida provisória que permitia corte de salários e jornadas durante a pandemia.

Novo imposto

A prorrogação da desoneração foi barrada pelo presidente Jair Bolsonaro depois de um pedido da equipe do ministro Paulo Guedes, que estima que a medida represente uma renúncia fiscal de R$ 10,2 bilhões. Nesta terça-feira, 15, o chefe da pasta econômica alegou que para desonerar a folha seria necessária a criação de um imposto sobre transações financeiras digitais.

“Temos duas escolhas: ou vamos falar de um imposto sobre transações digitais de ampla base ou não vamos conseguir desonerar a folha. Como vamos desonerar a folha se não temos receita para pagar isso?”, disse Guedes.

Além disso, o ministro reclamou da forma como a desoneração é feita hoje, beneficiando 17 setores intensivos de mão de obra.

“Se é tão importante assim, porque pode destruir empregos para esses 17 setores, por que não pensamos que pode estar destruindo outros 8 milhões de empregos, que são os informais que estão andando na rua por aí que descobrimos na pandemia? Os invisíveis. Pimenta nos olhos dos outros é refresco? Quando é na sua empresa, luta bravamente para desonerar; quando é na dos outros, finge que não viu”, disse Guedes.

 

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade