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Política

COP30: delegações se preocupam com estacionamento de aeronaves em Belém

O aeroporto da capital está sendo ampliado para aumentar a capacidade de estacionamento de aeronaves; jatos privados precisarão estacionar em aeroportos de cidades vizinhas

A realização da COP30 em Belém, no Pará, tem sido um dos principais 'investimentos' do governo Lula | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Países reclamaram publicamente das tarifas, que variaram de R$ 6 mil a R$ 238 mil por diária | Foto: Ricardo Stuckert/PR

A infraestrutura de Belém tem provocado dificuldades para o planejamento da COP30, marcada para novembro. A falta de opções adequadas de hospedagem não é o único desafio enfrentado pelas delegações. Questões relacionadas ao estacionamento de aeronaves e navios também estão travando os preparativos.

O protocolo de segurança para chefes de Estado exige que suas aeronaves fiquem estacionadas em locais de fácil acesso durante eventos internacionais. Isso é feito para garantir que, caso haja um imprevisto, como um problema de saúde, o líder possa retornar rapidamente ao seu país. Durante a COP29, realizada em Baku, no Azerbaijão, em 2024, mais de cem chefes de Estado participaram do evento.

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Em Belém, o aeroporto está sendo ampliado para aumentar a capacidade de estacionamento de aeronaves. No entanto, os jatos privados precisarão ser estacionados em aeroportos de cidades vizinhas. A falta de clareza sobre a disponibilidade de espaços adequados para manter as aeronaves próximas ao local do evento ainda é uma preocupação para os membros das delegações. A organização da COP30 não forneceu informações sobre a capacidade exata do Aeroporto de Belém.

Outro problema significativo envolve a infraestrutura portuária da cidade. A falta de locais para atracar navios está atrasando os planos das delegações. Uma fonte do governo brasileiro revelou ao site UOL que China e Estados Unidos haviam planejado enviar transatlânticos, com equipamentos que vão desde carros até água potável. Contudo, esses países foram informados de que não seria possível atracar seus navios em Belém.

Xi Jinping e Donald Trump não devem participar da COP30

A China, por exemplo, planejava enviar cerca de mil pessoas, número semelhante ao enviado para o G20, em 2024. No entanto, o país está refazendo seus planos diante das dificuldades logísticas. Embora os chefes de Estado desses países, como Xi Jinping, da China, e Donald Trump, dos Estados Unidos, provavelmente não participem da COP30, suas delegações ainda devem comparecer. Xi Jinping virá ao Brasil em julho para a Cúpula do Brics.

O presidente russo, Vladimir Putin, também ficará de fora, pois enfrenta um mandado de prisão expedido pelo Tribunal Penal Internacional. Até o momento, as embaixadas não comentaram o assunto.

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