Em meio a dificuldades financeiras e mudanças no comando, o Conselho de Administração dos Correios promoveu alterações em metade das diretorias da estatal. Três novos diretores assumiram funções estratégicas com o objetivo de fortalecer a empresa, conforme anúncio feito aos funcionários na quarta-feira 5.
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Entre janeiro e junho de 2025, os Correios acumularam prejuízo de R$ 4,37 bilhões, agravando perdas registradas desde 2022. O governo federal busca agora financiamento de R$ 20 bilhões com o Banco do Brasil, a Caixa e bancos privados, com garantias da União e exigências para ajustes na administração da companhia.
Reestruturação nas diretorias dos Correios
As mudanças atingiram as diretorias de Governança e Estratégia, Gestão de Pessoas e Operações. No lugar de Juliana Picoli Agatte e Getúlio Marques Ferreira, ambos ligados ao PT, foram nomeados Luiz Claudio Ligabue, servidor do Banco do Brasil, e Natália Telles da Motta, ex-diretora da Enap. Já José Marco Gomes passou a dirigir Operações depois da saída de Sérgio Kennedy Soares Freitas, indicado do Podemos.
O novo presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, assumiu o cargo em setembro, depois do pedido de demissão de Fabiano Silva dos Santos, associado ao grupo Prerrogativas, ligado ao PT. Rondon é funcionário de carreira do Banco do Brasil e defende uma gestão baseada em critérios técnicos.
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